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Notícia
Escolas da rede estadual promovem reflexão sobre o Dia da Consciência Negra
Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2020

Representatividade, direitos e respeito são algumas palavras de ordem que ecoaram durante as atividades alusivas à Semana da Consciência Negra, desenvolvidas pelas escolas da rede estadual, nesse período de aulas remotas. Adaptando-se ao atual cenário, os alunos e professores mobilizaram toda a comunidade escolar em torno dos temas etnico-raciais, alinhados com diversas ações nas redes sociais, grupos de WhatsApp e palestras por videoconferência. Foram produzidos vídeos, fotografias, ilustrações, redações, pinturas e dramatizações. 

No Colégio Estadual Abdias Bezerra, em Ribeirópolis, unidade que oferta o ensino médio em tempo integral, os trabalhos tiveram início no mês de junho, apresentando o tema "Trabalhando a diversidade étnico racial no CEAB", com o objetivo de valorizar a diversidade étnico-racial e cultural do país, combatendo o preconceito e discriminação, a fim de participar efetivamente na formação dos alunos, criando uma sociedade mais tolerante e respeito à diversidade.

A professora Maria José Lima dos Santos, da disciplina História, explicou que o projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar. “Fizemos atividades conjugadas com os docentes da área de Humanas, eu, professora de história, os de geografia, sociologia e filosofia, trabalhos temáticos como: racismo, escravidão;  e propusemos produções sobre esses temas. Os alunos construíram textos, vídeos, desenhos, com homenagens”, disse ela, detalhando algumas ações como a palestra que ocorreu em outubro sobre ser mulher e negra numa sociedade racista.

“Foram duas convidadas: a psicóloga Angela Oliveira, de Ribeirópolis, que, inclusive, foi uma das homenageadas no evento da culminância, no último dia 19, ontem. E a outra, a professora de História, Rosemária de Jesus Santana. O projeto contou com a colaboração de todas as disciplinas e turmas desde o fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os alunos produziram atividades desde o mês de setembro em todas as áreas”, informou Maria Lima, convidando a comunidade para acompanhar o resultado dos trabalhos na rede social da escola: www.instagram.com/ceabdiasbezerra.

Já em Aracaju, o trabalho do Colégio Estadual Governador Djenal Tavares de Queiroz, unidade que também oferta o ensino médio em tempo integral, foi direcionado ao empoderamento da mulher negra, como explica a professora Luana. “Tudo surgiu da necessidade de não deixarmos esse dia tão importante para a nossa sociedade passar despercebido. Como estamos na modalidade remota, ficamos pensando em sair da caixinha e não fazer mais do mesmo. Como temos alunas lindas, pretas e empoderadas, tive a ideia de contatá-las e formar um grupo no WhatsApp: a proposta era que elas criassem algum conteúdo que as representasse enquanto mulheres negras. E elas fizeram todo o trabalho, muito bem feito, diga-se de passagem”, salientou.

Nos vídeos as estudantes falam sobre transição capilar e aceitação, cotas, colorismo, dicas de livros de autores negros, entre outros assuntos. “Acredito que os alunos precisam ter, cada vez mais, senso crítico. Principalmente nessa geração de fake news. Eles necessitam saber discernir o que é verdade, o que faz sentido e o que está mais próximo de ser justo”, pontuou a professora Clara Luana, que leciona a disciplina Espanhol no Djenal. As produções podem ser conferidas no perfil da escola no Intagram: www.instagram.com/djenalqueiroz.

 

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Escolas da rede estadual promovem reflexão sobre o Dia da Consciência Negra
Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2020

Representatividade, direitos e respeito são algumas palavras de ordem que ecoaram durante as atividades alusivas à Semana da Consciência Negra, desenvolvidas pelas escolas da rede estadual, nesse período de aulas remotas. Adaptando-se ao atual cenário, os alunos e professores mobilizaram toda a comunidade escolar em torno dos temas etnico-raciais, alinhados com diversas ações nas redes sociais, grupos de WhatsApp e palestras por videoconferência. Foram produzidos vídeos, fotografias, ilustrações, redações, pinturas e dramatizações. 

No Colégio Estadual Abdias Bezerra, em Ribeirópolis, unidade que oferta o ensino médio em tempo integral, os trabalhos tiveram início no mês de junho, apresentando o tema "Trabalhando a diversidade étnico racial no CEAB", com o objetivo de valorizar a diversidade étnico-racial e cultural do país, combatendo o preconceito e discriminação, a fim de participar efetivamente na formação dos alunos, criando uma sociedade mais tolerante e respeito à diversidade.

A professora Maria José Lima dos Santos, da disciplina História, explicou que o projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar. “Fizemos atividades conjugadas com os docentes da área de Humanas, eu, professora de história, os de geografia, sociologia e filosofia, trabalhos temáticos como: racismo, escravidão;  e propusemos produções sobre esses temas. Os alunos construíram textos, vídeos, desenhos, com homenagens”, disse ela, detalhando algumas ações como a palestra que ocorreu em outubro sobre ser mulher e negra numa sociedade racista.

“Foram duas convidadas: a psicóloga Angela Oliveira, de Ribeirópolis, que, inclusive, foi uma das homenageadas no evento da culminância, no último dia 19, ontem. E a outra, a professora de História, Rosemária de Jesus Santana. O projeto contou com a colaboração de todas as disciplinas e turmas desde o fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os alunos produziram atividades desde o mês de setembro em todas as áreas”, informou Maria Lima, convidando a comunidade para acompanhar o resultado dos trabalhos na rede social da escola: www.instagram.com/ceabdiasbezerra.

Já em Aracaju, o trabalho do Colégio Estadual Governador Djenal Tavares de Queiroz, unidade que também oferta o ensino médio em tempo integral, foi direcionado ao empoderamento da mulher negra, como explica a professora Luana. “Tudo surgiu da necessidade de não deixarmos esse dia tão importante para a nossa sociedade passar despercebido. Como estamos na modalidade remota, ficamos pensando em sair da caixinha e não fazer mais do mesmo. Como temos alunas lindas, pretas e empoderadas, tive a ideia de contatá-las e formar um grupo no WhatsApp: a proposta era que elas criassem algum conteúdo que as representasse enquanto mulheres negras. E elas fizeram todo o trabalho, muito bem feito, diga-se de passagem”, salientou.

Nos vídeos as estudantes falam sobre transição capilar e aceitação, cotas, colorismo, dicas de livros de autores negros, entre outros assuntos. “Acredito que os alunos precisam ter, cada vez mais, senso crítico. Principalmente nessa geração de fake news. Eles necessitam saber discernir o que é verdade, o que faz sentido e o que está mais próximo de ser justo”, pontuou a professora Clara Luana, que leciona a disciplina Espanhol no Djenal. As produções podem ser conferidas no perfil da escola no Intagram: www.instagram.com/djenalqueiroz.