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Santuário ecológico de aves migratórias administrado pelo Governo é monitorado após surgimento de manchas de óleo
Trabalho da Serhma é para salvar aves em risco de extinção. Manchas de óleo atingem pássaros migratórios que usam a região, na divisa entre Sergipe e Bahia, como abrigo durante inverno no Hemisfério Norte.
Quinta-Feira, 07 de Novembro de 2019

A nona expedição científica realizada na Área de Proteção Ambiental Litoral Sul (Apa-Sul), constatou que aves migratórias do Hemisfério Norte que usam a Ilha da Sogra, no município de Estância, como rota para alimentação e reprodução, foram atingidas pela substância oleosa que tomou o litoral do Nordeste do país nos últimos dois meses. Foram capturadas 353 aves para a pesquisa.

O trabalho realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs) em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), aconteceu nos três primeiros dias de novembro, em duas campanhas noturnas na APA Sul, em Sergipe, e na APA de Mangue Seco, Bahia. Foram colocadas anilhas nas aves migratórias na foz do Rio Real e na fronteira dos dois estados. A pesquisa foi feita por estudantes de veterinária da Universidade Federal da Bahia, em parceria com a Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Sehrma), para fornecer subsídio científico para a conservação da APA Sul.

Segundo o biólogo e gestor da APA Sul, Paulo César Umbelino, uma catástrofe foi evitada graças a ação rápida de órgãos do meio ambiente, como Ibama e Serhma, além da Marinha e a ajuda de voluntários que trabalharam rapidamente para retirar as manchas de óleo que apareceram nas praias do Litoral Sul, um ecossistema rico em espécies de aves migratórias.

“Se uma grande quantidade de óleo chegasse aos bancos de areia poderia causar a morte de centenas de aves, uma vez que elas seriam impregnadas de óleo. A nossa pesquisa mostrou que das 353 aves que receberam a anilha de monitoramento, apenas 12 apareceram com manchas de óleo na pata, provenientes de pequenas manchas depositadas em bancos de areia, indicando que os pássaros não estão sendo impregnados em alto mar durante suas atividades de pesca”, explica.

Hoje os bancos de areia do Rio Real, na divisa entre os estados de Sergipe e Bahia, são considerados área de Interesse Global para a Conservação pela BirdLife International, considerados verdadeiros santuários de aves silvestres.

Santuário

A APA Sul é um verdadeiro santuário para as aves migratórias, rico em espécies de aves que pertencem a três famílias e 35 espécies. Possui o ecossistema mais frágil do Litoral Sul de Sergipe e hoje abriga três espécies ameaçadas de extinção, serve de abrigo para mais de cem mil aves.

“Para se ter uma ideia da importância desse local é só fazer um comparativo com Abrolhos, na Bahia, ambos têm a mesma função de preservação. Aqui nós abrigamos mais de 10 mil aves migratórias com destaque para a Sterna dougalli, que está na lista das aves em extinção na América do Norte e Brasil”, ressalta.

O gestor da APA Sul explica que o resultado da pesquisa realizada este mês o deixou mais tranquilo, mas que o Governo de Sergipe continua atento. “Até o momento existe um baixo índice de manchas de petróleo nas aves migratórias da Ilha da Sogra, estamos felizes com o resultado da pesquisa, a campanha foi um sucesso. Estamos contribuindo para sua conservação dessas aves”, finaliza.

 

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Santuário ecológico de aves migratórias administrado pelo Governo é monitorado após surgimento de manchas de óleo
Trabalho da Serhma é para salvar aves em risco de extinção. Manchas de óleo atingem pássaros migratórios que usam a região, na divisa entre Sergipe e Bahia, como abrigo durante inverno no Hemisfério Norte.
Quinta-Feira, 07 de Novembro de 2019

A nona expedição científica realizada na Área de Proteção Ambiental Litoral Sul (Apa-Sul), constatou que aves migratórias do Hemisfério Norte que usam a Ilha da Sogra, no município de Estância, como rota para alimentação e reprodução, foram atingidas pela substância oleosa que tomou o litoral do Nordeste do país nos últimos dois meses. Foram capturadas 353 aves para a pesquisa.

O trabalho realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs) em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), aconteceu nos três primeiros dias de novembro, em duas campanhas noturnas na APA Sul, em Sergipe, e na APA de Mangue Seco, Bahia. Foram colocadas anilhas nas aves migratórias na foz do Rio Real e na fronteira dos dois estados. A pesquisa foi feita por estudantes de veterinária da Universidade Federal da Bahia, em parceria com a Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Sehrma), para fornecer subsídio científico para a conservação da APA Sul.

Segundo o biólogo e gestor da APA Sul, Paulo César Umbelino, uma catástrofe foi evitada graças a ação rápida de órgãos do meio ambiente, como Ibama e Serhma, além da Marinha e a ajuda de voluntários que trabalharam rapidamente para retirar as manchas de óleo que apareceram nas praias do Litoral Sul, um ecossistema rico em espécies de aves migratórias.

“Se uma grande quantidade de óleo chegasse aos bancos de areia poderia causar a morte de centenas de aves, uma vez que elas seriam impregnadas de óleo. A nossa pesquisa mostrou que das 353 aves que receberam a anilha de monitoramento, apenas 12 apareceram com manchas de óleo na pata, provenientes de pequenas manchas depositadas em bancos de areia, indicando que os pássaros não estão sendo impregnados em alto mar durante suas atividades de pesca”, explica.

Hoje os bancos de areia do Rio Real, na divisa entre os estados de Sergipe e Bahia, são considerados área de Interesse Global para a Conservação pela BirdLife International, considerados verdadeiros santuários de aves silvestres.

Santuário

A APA Sul é um verdadeiro santuário para as aves migratórias, rico em espécies de aves que pertencem a três famílias e 35 espécies. Possui o ecossistema mais frágil do Litoral Sul de Sergipe e hoje abriga três espécies ameaçadas de extinção, serve de abrigo para mais de cem mil aves.

“Para se ter uma ideia da importância desse local é só fazer um comparativo com Abrolhos, na Bahia, ambos têm a mesma função de preservação. Aqui nós abrigamos mais de 10 mil aves migratórias com destaque para a Sterna dougalli, que está na lista das aves em extinção na América do Norte e Brasil”, ressalta.

O gestor da APA Sul explica que o resultado da pesquisa realizada este mês o deixou mais tranquilo, mas que o Governo de Sergipe continua atento. “Até o momento existe um baixo índice de manchas de petróleo nas aves migratórias da Ilha da Sogra, estamos felizes com o resultado da pesquisa, a campanha foi um sucesso. Estamos contribuindo para sua conservação dessas aves”, finaliza.