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Banana-da-terra surge como cultivo viável na irrigação pública em Riachuelo
Perímetro irrigado não precisa bombear água, por isso não repassa tarifa aos irrigantes
Quinta-Feira, 25 de Novembro de 2021

Até hoje, era pouco provável encontrar plantios comerciais de banana-da-terra nos perímetros irrigados estaduais administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Mas isso mudou quando Francisco de Araújo, agricultor no município de Riachuelo, em seu lote no Perímetro Irrigado Jacarecica II arriscou e teve êxito plantando e colhendo a variedade de banana para comer cozida, frita ou assada, e que faz parte da lista de alimentos saudáveis da maioria dos nutricionistas. Empreendedor, o irrigante vende frutas e hortaliças em uma banca no Mercado do bairro Augusto Franco, na capital, e passou a repassar a sua banana-da-terra aos clientes por um preço bem mais em conta e fresca, se comparado à época em que trazia a fruta da Bahia.

“Porque a banana da terra aqui, na nossa região, não tinha e vinha da Bahia, de fora, muito cara. Como eu tinha a [banana] prata, eu disse: é uma banana que eu vou fazer um teste aqui na minha área. Daí comprei ‘10 filhas' [mudas que nascem ao pé da bananeira adulta], plantei e deu certo. Depois eu ampliei a plantação e tá dando bem ela”, avaliou Francisco de Araújo. O agricultor contabiliza que a produção da banana-da-terra já está compensando o investimento e a intenção é aumentar o tamanho da área ocupada pelo fruto, em seu lote de 8,5 hectares. “Eu já cheguei a tirar cachos de 45 kg e já cheguei a tirar aqui de 50 a 52 caixas de banana por semana, só dá terra”, comemorou o irrigante. 

Francisco de Araújo reconhece que a sua plantação de banana-da-terra só se tornou possível com o uso da irrigação, que em seu caso, é feita de forma racional. Ele usa sistemas que não desperdiçam água, molhando somente as raízes da planta. “É irrigada, no caso quando chega na época do verão a gente molha de 2 em 2 dias, ou de 3 em 3 dias a gente está dando uma ‘molhadinha’ nela. Eu tenho irrigação por gotejamento e tenho pelo microaspersor. A água vem da barragem do Jacarecica II. A irrigação é a parte fundamental. Sem a irrigação, esse bananal todo bonito, verde, estaria tudo virando e caindo. Sem água não vai para frente. Esse perímetro irrigado aqui foi uma benção de Deus e a gente tá aqui nesse perímetro há mais de 20 anos já”, relembrou o agricultor.

Perímetro Irrigado Jacarecica II

Abrangendo Riachuelo e também partes de Areia Branca e Malhador, o perímetro garante o sustento de aproximadamente 3 mil pessoas, dando acesso à assistência técnica e a água fornecida pela Cohidro sem nenhum custo compartilhado com o agricultor, já que ela chega aos lotes pela força da gravidade, sem bombeamento, como informou o gerente do perímetro Jacarecica II, Osvaldo Andrade. “Nós temos uma barragem de 31.000.000 m³ de água (muito grande) que fica em uma parte alta, e os lotes ficam mais embaixo. A água sai por gravidade, em uma tubulação de 1.200mm e chega nos lotes em 75mm, por isso que dá essa pressão. Todos os lotes aqui são irrigados e não tem problema nenhum com água, porque dá para todo mundo e ninguém perde pressão por causa do volume de água que existe lá no reservatório”, destacou.

É parte das orientações feitas pela assistência fornecida pelos técnicos da Cohidro, neste e nos outros cinco perímetros, a exploração dos lotes irrigados com uma grande variedade de cultivos. Para evitar grandes perdas, por conta de pragas e doenças, e o excesso de produção dentro do perímetro, que inviabiliza o escoamento das safras. Seu Francisco segue isso à risca. Além da banana-da-terra, ele ainda planta as bananas prata, ‘pão’ e ‘maçã’; mamão; abacaxi; batata-doce dos tipos ‘cenoura’, ‘beterraba’, da roxa e branca; macaxeira e ainda inhame. “No Jacarecica II tem de tudo, a maior parte é acerola e batata-doce; tem amendoim, milho, todas as variedades tem. Aqui é assim, eles não plantam muito de um produto. Dividem os lotes, todo mundo planta um pouco de tudo e não falta nada. E não falta água, sempre tem água pra todo mundo”, complementou Osvaldo Andrade.

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Banana-da-terra surge como cultivo viável na irrigação pública em Riachuelo
Perímetro irrigado não precisa bombear água, por isso não repassa tarifa aos irrigantes
Quinta-Feira, 25 de Novembro de 2021

Até hoje, era pouco provável encontrar plantios comerciais de banana-da-terra nos perímetros irrigados estaduais administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Mas isso mudou quando Francisco de Araújo, agricultor no município de Riachuelo, em seu lote no Perímetro Irrigado Jacarecica II arriscou e teve êxito plantando e colhendo a variedade de banana para comer cozida, frita ou assada, e que faz parte da lista de alimentos saudáveis da maioria dos nutricionistas. Empreendedor, o irrigante vende frutas e hortaliças em uma banca no Mercado do bairro Augusto Franco, na capital, e passou a repassar a sua banana-da-terra aos clientes por um preço bem mais em conta e fresca, se comparado à época em que trazia a fruta da Bahia.

“Porque a banana da terra aqui, na nossa região, não tinha e vinha da Bahia, de fora, muito cara. Como eu tinha a [banana] prata, eu disse: é uma banana que eu vou fazer um teste aqui na minha área. Daí comprei ‘10 filhas' [mudas que nascem ao pé da bananeira adulta], plantei e deu certo. Depois eu ampliei a plantação e tá dando bem ela”, avaliou Francisco de Araújo. O agricultor contabiliza que a produção da banana-da-terra já está compensando o investimento e a intenção é aumentar o tamanho da área ocupada pelo fruto, em seu lote de 8,5 hectares. “Eu já cheguei a tirar cachos de 45 kg e já cheguei a tirar aqui de 50 a 52 caixas de banana por semana, só dá terra”, comemorou o irrigante. 

Francisco de Araújo reconhece que a sua plantação de banana-da-terra só se tornou possível com o uso da irrigação, que em seu caso, é feita de forma racional. Ele usa sistemas que não desperdiçam água, molhando somente as raízes da planta. “É irrigada, no caso quando chega na época do verão a gente molha de 2 em 2 dias, ou de 3 em 3 dias a gente está dando uma ‘molhadinha’ nela. Eu tenho irrigação por gotejamento e tenho pelo microaspersor. A água vem da barragem do Jacarecica II. A irrigação é a parte fundamental. Sem a irrigação, esse bananal todo bonito, verde, estaria tudo virando e caindo. Sem água não vai para frente. Esse perímetro irrigado aqui foi uma benção de Deus e a gente tá aqui nesse perímetro há mais de 20 anos já”, relembrou o agricultor.

Perímetro Irrigado Jacarecica II

Abrangendo Riachuelo e também partes de Areia Branca e Malhador, o perímetro garante o sustento de aproximadamente 3 mil pessoas, dando acesso à assistência técnica e a água fornecida pela Cohidro sem nenhum custo compartilhado com o agricultor, já que ela chega aos lotes pela força da gravidade, sem bombeamento, como informou o gerente do perímetro Jacarecica II, Osvaldo Andrade. “Nós temos uma barragem de 31.000.000 m³ de água (muito grande) que fica em uma parte alta, e os lotes ficam mais embaixo. A água sai por gravidade, em uma tubulação de 1.200mm e chega nos lotes em 75mm, por isso que dá essa pressão. Todos os lotes aqui são irrigados e não tem problema nenhum com água, porque dá para todo mundo e ninguém perde pressão por causa do volume de água que existe lá no reservatório”, destacou.

É parte das orientações feitas pela assistência fornecida pelos técnicos da Cohidro, neste e nos outros cinco perímetros, a exploração dos lotes irrigados com uma grande variedade de cultivos. Para evitar grandes perdas, por conta de pragas e doenças, e o excesso de produção dentro do perímetro, que inviabiliza o escoamento das safras. Seu Francisco segue isso à risca. Além da banana-da-terra, ele ainda planta as bananas prata, ‘pão’ e ‘maçã’; mamão; abacaxi; batata-doce dos tipos ‘cenoura’, ‘beterraba’, da roxa e branca; macaxeira e ainda inhame. “No Jacarecica II tem de tudo, a maior parte é acerola e batata-doce; tem amendoim, milho, todas as variedades tem. Aqui é assim, eles não plantam muito de um produto. Dividem os lotes, todo mundo planta um pouco de tudo e não falta nada. E não falta água, sempre tem água pra todo mundo”, complementou Osvaldo Andrade.