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Terça-Feira, 22 de Setembro de 2026 às 15:45:00
SPM realiza nova ação do 'Meninos Sergipanos em Movimento' em Lagarto 
Iniciativa amplia o alcance das ações voltadas aos estudantes e professores da rede estadual

O Governo de Sergipe, por meio das secretarias de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Educação (Seed), iniciou, na segunda-feira, 21, a terceira turma do projeto Meninos Sergipanos em Movimento, com atividades no Centro de Excelência Abelardo Romero Dantas, em Lagarto. A iniciativa amplia o alcance das ações voltadas aos estudantes e professores da rede estadual. Antes, o projeto passou por escolas de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Nesta primeira etapa, a programação também prevê atividades no município de Propriá.

O projeto desenvolve ações com estudantes e professores para promover a conscientização sobre masculinidades positivas e contribuir para a construção de uma sociedade mais igualitária e livre de violência de gênero.

Para a secretária executiva da SPM, Isabela Mazza, o Meninos Sergipanos em Movimento tem como objetivo contribuir para a formação de adolescentes mais conscientes sobre seus comportamentos e atitudes, incentivando relações baseadas no respeito e na igualdade. “A ideia é que esses meninos adolescentes sejam homens respeitosos e que a gente tenha uma sociedade mais justa e mais igualitária, em que homens e mulheres caminham juntos, sendo aliados, para que não haja violência contra a mulher”, destaca Mazza.

A professora de Arte Isadora Ataíde destaca que o espaço artístico é uma ferramenta importante para conscientizar os adolescentes sobre a violência de gênero de forma mais acessível e dinâmica, trazendo aspectos da igualdade e da construção de relações saudáveis, além de contribuir para a prevenção da violência contra as mulheres. “A arte está ligada à cultura. Podemos colocar essas práticas no dia a dia, na desconstrução desses pensamentos violentos. Usando a arte, eu posso desfazer pensamentos machistas e melhorar a comunicação com eles”, enfatiza.

O coordenador da unidade, Alberto Costa, ressalta que abordagens como essas estimulam os estudantes a pensar e refletir sobre comportamentos machistas que, muitas vezes, são reproduzidos sem que eles percebam. Segundo ele, momentos de diálogo e troca de experiências contribuem para esclarecer dúvidas, ampliar a compreensão dos adolescentes sobre a violência de gênero e incentivar atitudes mais respeitosas no cotidiano. “Os alunos podem entender de onde vem o machismo, e nós, professores, também podemos compreender como ele é estruturado para, assim, começar a desconstruí-lo. Dessa forma, fica mais fácil combatê-lo”, afirma.