Cultura, identidade, raízes e muito artesanato sergipano marcaram o primeiro dia do II Seminário Estadual do Artesanato – São Cristóvão de Braços Abertos, que começou nesta quinta-feira, 19, no auditório do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), em São Cristóvão. O evento foi promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e a Prefeitura de São Cristóvão.
Com o objetivo de fortalecer o artesanato sergipano, o evento reuniu mais de 160 artesãos e gestores públicos da capital e dos municípios de Campo do Brito, Cedro de São João, Divina Pastora, Estância, Itabaianinha, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Propriá, São Cristóvão e Simão Dias.
O seminário foi iniciado com uma apresentação cultural das Caceteiras de Mestre Rindú, grupo folclórico de São Cristóvão com mais de 100 anos de tradição, além de desfile de moda com peças autorais produzidas pelas artesãs do município, palestras e estudo de casos de sucesso do artesanato local.
A diretora de Artesanato da Seteem, Daiane Santana, enfatizou que o evento consolida o compromisso do Governo de Sergipe com o fortalecimento do artesanato local. “Uma honra estar aqui novamente com todos vocês. Antes de tudo, agradeço muito a todos os parceiros que possibilitaram que este seminário acontecesse. É um marco no fortalecimento do artesanato sergipano, na defesa das políticas públicas de artesanato em nosso estado, porque esse é o nosso compromisso: ver vocês, artesãos, nas principais vitrines das feiras nacionais e internacionais”, exaltou.
Para a artesã Daniele Araújo, de São Cristóvão, o evento é uma iniciativa única que valoriza o artesão sergipano. “A importância desse evento é a valorização do artesão. A gente não via isso antes, um evento dedicado a gente, onde podemos nos unir, nos conhecer, trocar experiências, ver o que o outro faz, fomentar a inspiração, a criatividade”, destacou.
A artesã são-cristovense Ridaci Evangelista, que participou realizando também a apresentação do cerimonial do evento contou como o artesanato transformou sua vida. “É uma experiência múltipla. O artesanato em Sergipe está passando por um momento ímpar, todo mundo agregando, várias iniciativas. Nós somos artesãs e precisamos estudar todos os dias. O seminário está agregando muito, contribuindo para o crescimento do artesão sergipano. A arte cura, a arte dá liberdade, a arte permite construir todos os dias, a arte me curou e me cura, é uma experiência única estar aqui”, contou.
Para Magda Oliveira, artesã de Cedro de São João, o evento é uma oportunidade de buscar inovação para suas peças. “No artesanato, a gente tem que estar sempre inovando, hoje mesmo eu assisti um desfile já pensando no meu projeto de desfile programado para junho, e já estou com ideias de peças para fazer em ponto de cruz. Foi muito bom. Valorizando nosso artesanato, parabenizo este evento!”, celebrou.
A programação do seminário segue até esta sexta-feira, 20, na Praça São Francisco, com a Feira do Artesanato, oficina de desenho, oficina de bordado, Rua Gastronômica e apresentações artísticas.
Incentivos ao Artesanato Sergipano
Ao longo dos últimos anos, o Governo de Sergipe tem intensificado ações concretas para fortalecer o artesanato em todo o estado. Já são mais de R$ 6,5 milhões em comercialização, resultado de políticas públicas que conectam tradição e oportunidade. Os resultados de vendas em feiras nacionais por meio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), das quais os artesãos sergipanos contam com apoio logístico e financeiro do Governo do Estado para a participação, demonstram a evolução do Artesanato Sergipano ao longo da gestão estadual. Em 2022, Sergipe ocupava a 15ª posição no ranking do PAB com R$ 240.852,80. Em 2025, o estado chegou a 3ª posição, com R$ 1.088.642,00 comercializados em feiras realizadas pelo PAB.
Entre outras ações de apoio e incentivo desempenhadas pela gestão estadual, destacam-se: a emissão da Carteira Nacional do Artesão, garantindo reconhecimento e acesso a direitos; a realização de eventos e feiras que ampliam a visibilidade e a comercialização dos produtos; o lançamento de editais que possibilitam a participação de artesãos em eventos nacionais e internacionais, com apoio logístico e financeiro; parcerias estratégicas, como a presença do artesanato sergipano na Casacor, uma das maiores mostras de arquitetura e design da América Latina; a criação da Casa do Artesanato Sergipano, espaço permanente de valorização e comercialização; a oferta contínua de capacitações, seminários e oficinas; a ampliação de espaços de venda em eventos estaduais; e a modernização da produção, com iniciativas como a implantação de fornos de cerâmica sustentáveis em Santana do São Francisco, beneficiando diretamente dezenas de artesãos. Essas iniciativas demonstram que investir no artesanato é investir em pessoas, em cultura e em desenvolvimento econômico sustentável.