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Se Avexe Não: Perícia alerta sobre riscos de consumo em excesso de bebidas alcoólicas o período junino
Álcool e outras substâncias psicoativas diminuem a capacidade de concentração, potencializa acidentes de trânsito e torna pessoas mais vulneráveis a crimes
Segunda-Feira, 20 de Junho de 2022

Os festejos juninos são momentos de celebração da tradição nordestina. E, nessa comemoração, estão as grandes festas, da capital ao interior. Porém, é preciso estar sempre alerta, já que o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e a ingestão de substâncias psicoativas podem potencializar os riscos de acidentes de trânsito e tornar as pessoas mais suscetíveis a crimes, como os de violência sexual.    

Conforme os dados do Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), as faixas etárias que mais se envolveram em acidentes fatais em 2021 foram as de 25 a 34 anos (47 vítimas) e 35 a 44 anos (46). Em seguida está a faixa etária de 18 a 24 anos (35) e a de 45 a 54 (24). Além disso, a maioria desses acidentes fatais ocorreram no interior do estado (79,67% dos casos). Das 246 mortes no trânsito em 2021, 144 tiveram teste positivo para o álcool.

De acordo com o perito Ricardo Leal, o número de mortes no trânsito envolvendo o consumo de álcool aponta para a gravidade do problema. “Observamos que em 2021 tivemos 144 mortes no trânsito envolvendo o consumo dessas substâncias. Isso demonstra que há sempre um grande número de pessoas que usam drogas, usam álcool, e que estão se envolvendo em acidentes de trânsito”, detalhou.

Segundo o perito, o período junino reflete o aumento nos casos em relação ao mês anterior. “Nesse período nós temos observado o crescimento no número de mortes no trânsito em relação ao mês anterior. Em 2021, por exemplo, nós verificamos 21 mortes por acidentes de trânsito. No mês de maio, nós tivemos 15 mortes. Então, nós temos aí um aumento de mais de 20% no número de pessoas que perderam suas vidas no trânsito”, revelou.

Ricardo Leal explicou que o Laboratório de Toxicologia Forense identificou que mais da metade das vítimas estava fazendo uso de álcool ou de drogas. “Além do álcool, drogas como cocaína, maconha ou alguma substância psicoativa, a exemplo de medicamentos, até mesmo os prescritos por médico e que tem orientação para a não condução de veículos ou operação de máquinas", especificou.

O perito reforçou que as análises feitas pelo Laboratório de Toxicologia Forense têm verificado muitos casos de acidentes envolvendo o uso de substâncias psicoativas. Por isso, Ricardo Leal trouxe o alerta. “Que as pessoas ao dirigir não bebam e não usem drogas, assim como não usem medicamentos que possam afetar ou comprometer sua capacidade de dirigir. Isso é muito importante”, reiterou.

Além do trânsito 

Ricardo Leal também relembrou que a ingestão em excesso de bebidas alcoólicas ou uso de substâncias psicoativas impacta em outras situações, como possíveis casos de violência sexual. “Nós recebemos neste ano alguns casos relacionados à violência sexual. Observamos, em relação ao ano passado, o aumento do número de mulheres que estavam sob o efeito de substâncias, o que as deixaram mais vulneráveis", alertou.
Conforme o perito, essas situações também envolvem o consumo involuntário dessas substâncias no âmbito de festas. “Em algumas situações, um copo de bebida que pode não estar perto da pessoa e alguém pode colocar alguma substância. Isso não é incomum. Existem substâncias que não tem cor ou cheiro, mas tem um sabor levemente salgado. As pessoas bebem e acabam ficando desarcodadas”, relatou.

Além de tornar as pessoas mais vulneráveis às práticas de crimes, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas e também a ingestão de outras substâncias pode levá-las a serem autoras desses delitos. Pois, como essas substâncias acabam impactando na capacidade racional de quem consome, o entendimento externo pode ser afetado, levando as pessoas a também se sentirem aptas a qualquer tipo de ação, desconsiderando as implicações legais.

O perito concluiu reiterando o alerta para que as pessoas tenham cuidado com os excessos com bebidas alcoólicas e que fiquem atentas ao consumo de substâncias potencialmente perigosas à saúde. “Nós alertamos para que as pessoas tenham muito cuidado com isso, se tiver bebendo em algum lugar, deixe o copo sempre junto. Nunca saia, deixe o copo e volte a beber”, finalizou Ricardo Leal.

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Se Avexe Não: Perícia alerta sobre riscos de consumo em excesso de bebidas alcoólicas o período junino
Álcool e outras substâncias psicoativas diminuem a capacidade de concentração, potencializa acidentes de trânsito e torna pessoas mais vulneráveis a crimes
Segunda-Feira, 20 de Junho de 2022

Os festejos juninos são momentos de celebração da tradição nordestina. E, nessa comemoração, estão as grandes festas, da capital ao interior. Porém, é preciso estar sempre alerta, já que o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e a ingestão de substâncias psicoativas podem potencializar os riscos de acidentes de trânsito e tornar as pessoas mais suscetíveis a crimes, como os de violência sexual.    

Conforme os dados do Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), as faixas etárias que mais se envolveram em acidentes fatais em 2021 foram as de 25 a 34 anos (47 vítimas) e 35 a 44 anos (46). Em seguida está a faixa etária de 18 a 24 anos (35) e a de 45 a 54 (24). Além disso, a maioria desses acidentes fatais ocorreram no interior do estado (79,67% dos casos). Das 246 mortes no trânsito em 2021, 144 tiveram teste positivo para o álcool.

De acordo com o perito Ricardo Leal, o número de mortes no trânsito envolvendo o consumo de álcool aponta para a gravidade do problema. “Observamos que em 2021 tivemos 144 mortes no trânsito envolvendo o consumo dessas substâncias. Isso demonstra que há sempre um grande número de pessoas que usam drogas, usam álcool, e que estão se envolvendo em acidentes de trânsito”, detalhou.

Segundo o perito, o período junino reflete o aumento nos casos em relação ao mês anterior. “Nesse período nós temos observado o crescimento no número de mortes no trânsito em relação ao mês anterior. Em 2021, por exemplo, nós verificamos 21 mortes por acidentes de trânsito. No mês de maio, nós tivemos 15 mortes. Então, nós temos aí um aumento de mais de 20% no número de pessoas que perderam suas vidas no trânsito”, revelou.

Ricardo Leal explicou que o Laboratório de Toxicologia Forense identificou que mais da metade das vítimas estava fazendo uso de álcool ou de drogas. “Além do álcool, drogas como cocaína, maconha ou alguma substância psicoativa, a exemplo de medicamentos, até mesmo os prescritos por médico e que tem orientação para a não condução de veículos ou operação de máquinas", especificou.

O perito reforçou que as análises feitas pelo Laboratório de Toxicologia Forense têm verificado muitos casos de acidentes envolvendo o uso de substâncias psicoativas. Por isso, Ricardo Leal trouxe o alerta. “Que as pessoas ao dirigir não bebam e não usem drogas, assim como não usem medicamentos que possam afetar ou comprometer sua capacidade de dirigir. Isso é muito importante”, reiterou.

Além do trânsito 

Ricardo Leal também relembrou que a ingestão em excesso de bebidas alcoólicas ou uso de substâncias psicoativas impacta em outras situações, como possíveis casos de violência sexual. “Nós recebemos neste ano alguns casos relacionados à violência sexual. Observamos, em relação ao ano passado, o aumento do número de mulheres que estavam sob o efeito de substâncias, o que as deixaram mais vulneráveis", alertou.
Conforme o perito, essas situações também envolvem o consumo involuntário dessas substâncias no âmbito de festas. “Em algumas situações, um copo de bebida que pode não estar perto da pessoa e alguém pode colocar alguma substância. Isso não é incomum. Existem substâncias que não tem cor ou cheiro, mas tem um sabor levemente salgado. As pessoas bebem e acabam ficando desarcodadas”, relatou.

Além de tornar as pessoas mais vulneráveis às práticas de crimes, o consumo em excesso de bebidas alcoólicas e também a ingestão de outras substâncias pode levá-las a serem autoras desses delitos. Pois, como essas substâncias acabam impactando na capacidade racional de quem consome, o entendimento externo pode ser afetado, levando as pessoas a também se sentirem aptas a qualquer tipo de ação, desconsiderando as implicações legais.

O perito concluiu reiterando o alerta para que as pessoas tenham cuidado com os excessos com bebidas alcoólicas e que fiquem atentas ao consumo de substâncias potencialmente perigosas à saúde. “Nós alertamos para que as pessoas tenham muito cuidado com isso, se tiver bebendo em algum lugar, deixe o copo sempre junto. Nunca saia, deixe o copo e volte a beber”, finalizou Ricardo Leal.