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Perito criminal do IAPF participa de fórum on-line do Programa Global de Monitorização de Drogas Sintéticas, da ONU
O evento ocorrerá no próximo dia 19 de maio e envolve profissionais da América Latina e do Caribe 
Terça-Feira, 04 de Maio de 2021

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no âmbito do Programa Global de Monitorização de Drogas Sintéticas (Smart) convidou o perito criminal Ricardo Leal, do Instituto de Pesquisas e Análises Forenses (IAPF), para participar do fórum para funcionários de laboratórios forenses no dia 19 de maio, às 11h.

O fórum tratará sobre o papel dos laboratórios forenses em sistemas de alerta rápido. No evento on-line, participarão profissionais da América Latina e do Caribe. O objetivo do fórum é partilhar boas práticas e troca de informações sobre o tema. Ricardo Leal detalhou o foco na atuação de sistemas rápidos de identificação de drogas.

“Esse fórum vai tratar sobre o papel dos laboratórios forenses na implementação de um trabalho com sistema de alerta rápido. Aqui no Brasil, há o objetivo de implantar um sistema onde novas drogas identificadas pelos estados sejam rapidamente informadas ao sistema para que outros peritos possam investigar o surgimento dessas novas drogas. O sistema existe em outros países, como da Europa, e tem tido grande sucesso nesse tipo de investigação”, evidenciou.

O rápido surgimento de substâncias entorpecentes demonstra, conforme salientou o perito criminal, a necessidade de atuação nos sistemas de alerta rápido. “De acordo com o escritório para drogas e crimes, da Organização das Nações Unidas (ONU), surge, a cada semana, pelo menos uma droga sintética nova, que tem levado a diversos problemas de mortes e intoxicação, inclusive a entrada de novas drogas, como já se investigou no Sudeste do país, em presídios”, reiterou.

Ainda de acordo com Ricardo Leal, a ampliação dos conhecimentos nesse sistema e a implementação no Brasil, idealizada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), visa o rápido acesso às informações de novas drogas sintéticas em todo o país. “Atualmente, só temos acesso a essas informações em literatura científica ou em notícias que são veiculadas. O MJSP busca implementar esse sistema para que nós peritos tenhamos, rapidamente, acesso a essas informações e a capacidade de investigar intoxicações por essas drogas, ou até mesmo a circulação delas, podendo ser identificadas pelos laboratórios que investigam drogas apreendidas”, ressaltou.

Ricardo Leal também contou que o convite é fruto das ações nas quais o IAPF está inserido tanto a nível nacional, quanto internacional. “Eles nos convidaram e também convidaram um colega da Paraíba. Eu tive a oportunidade de participar de um grupo de trabalho da Senasp, sobre laboratórios de toxicologia forense, em que estamos escrevendo instruções técnicas para os laboratórios de toxicologia forense dos estados brasileiros”, mencionou. O trabalho a nível nacional, no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), resultará na publicação de instruções técnicas para os exames e laudos periciais nos laboratórios brasileiros.

“São manuais técnicos. Estamos escrevendo três volumes, sendo que o primeiro já está sendo concluído. É um grupo de trabalho formado por peritos de seis estados. Esse convite tem a ver com esse trabalho e também com os testes de proficiência que participamos há quase dois anos”, complementou. A nível internacional, o IAPF participa de um programa de avaliação dos resultados obtidos pelos laboratórios de toxicologia situados em diversos países. “Nesse trabalho de proficiência, eles mandam as amostras, nós analisamos aqui e, depois, eles verificam as respostas e avaliam nossos resultados. Em todos, conseguimos a pontuação máxima. É bem positivo para a perícia sergipana, considerando que estamos buscando a melhoria dos nossos resultados e é positivo para o nosso estado”, realçou.

Ricardo Leal concluiu reforçando que a participação no fórum é fundamental para fortalecer os trabalhos de identificação de drogas e sistemas rápidos na América Latina, que inclui o Brasil. “É uma preocupação mundial. Diversas polícias científicas têm investigado isso e aqui, no Brasil, temos estudado essas novas drogas e por isso veio esse convite para participar desse fórum, que é muito importante e, com certeza, vai ajudar muito no trabalho da perícia. Outros peritos e pesquisadores foram convidados e iremos debater esse tema que é muito importante e que precisa ser implementado no Brasil, para que tenhamos um melhor resultado nesse tipo de investigação no âmbito forense”, pontuou.

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Perito criminal do IAPF participa de fórum on-line do Programa Global de Monitorização de Drogas Sintéticas, da ONU
O evento ocorrerá no próximo dia 19 de maio e envolve profissionais da América Latina e do Caribe 
Terça-Feira, 04 de Maio de 2021

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no âmbito do Programa Global de Monitorização de Drogas Sintéticas (Smart) convidou o perito criminal Ricardo Leal, do Instituto de Pesquisas e Análises Forenses (IAPF), para participar do fórum para funcionários de laboratórios forenses no dia 19 de maio, às 11h.

O fórum tratará sobre o papel dos laboratórios forenses em sistemas de alerta rápido. No evento on-line, participarão profissionais da América Latina e do Caribe. O objetivo do fórum é partilhar boas práticas e troca de informações sobre o tema. Ricardo Leal detalhou o foco na atuação de sistemas rápidos de identificação de drogas.

“Esse fórum vai tratar sobre o papel dos laboratórios forenses na implementação de um trabalho com sistema de alerta rápido. Aqui no Brasil, há o objetivo de implantar um sistema onde novas drogas identificadas pelos estados sejam rapidamente informadas ao sistema para que outros peritos possam investigar o surgimento dessas novas drogas. O sistema existe em outros países, como da Europa, e tem tido grande sucesso nesse tipo de investigação”, evidenciou.

O rápido surgimento de substâncias entorpecentes demonstra, conforme salientou o perito criminal, a necessidade de atuação nos sistemas de alerta rápido. “De acordo com o escritório para drogas e crimes, da Organização das Nações Unidas (ONU), surge, a cada semana, pelo menos uma droga sintética nova, que tem levado a diversos problemas de mortes e intoxicação, inclusive a entrada de novas drogas, como já se investigou no Sudeste do país, em presídios”, reiterou.

Ainda de acordo com Ricardo Leal, a ampliação dos conhecimentos nesse sistema e a implementação no Brasil, idealizada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), visa o rápido acesso às informações de novas drogas sintéticas em todo o país. “Atualmente, só temos acesso a essas informações em literatura científica ou em notícias que são veiculadas. O MJSP busca implementar esse sistema para que nós peritos tenhamos, rapidamente, acesso a essas informações e a capacidade de investigar intoxicações por essas drogas, ou até mesmo a circulação delas, podendo ser identificadas pelos laboratórios que investigam drogas apreendidas”, ressaltou.

Ricardo Leal também contou que o convite é fruto das ações nas quais o IAPF está inserido tanto a nível nacional, quanto internacional. “Eles nos convidaram e também convidaram um colega da Paraíba. Eu tive a oportunidade de participar de um grupo de trabalho da Senasp, sobre laboratórios de toxicologia forense, em que estamos escrevendo instruções técnicas para os laboratórios de toxicologia forense dos estados brasileiros”, mencionou. O trabalho a nível nacional, no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), resultará na publicação de instruções técnicas para os exames e laudos periciais nos laboratórios brasileiros.

“São manuais técnicos. Estamos escrevendo três volumes, sendo que o primeiro já está sendo concluído. É um grupo de trabalho formado por peritos de seis estados. Esse convite tem a ver com esse trabalho e também com os testes de proficiência que participamos há quase dois anos”, complementou. A nível internacional, o IAPF participa de um programa de avaliação dos resultados obtidos pelos laboratórios de toxicologia situados em diversos países. “Nesse trabalho de proficiência, eles mandam as amostras, nós analisamos aqui e, depois, eles verificam as respostas e avaliam nossos resultados. Em todos, conseguimos a pontuação máxima. É bem positivo para a perícia sergipana, considerando que estamos buscando a melhoria dos nossos resultados e é positivo para o nosso estado”, realçou.

Ricardo Leal concluiu reforçando que a participação no fórum é fundamental para fortalecer os trabalhos de identificação de drogas e sistemas rápidos na América Latina, que inclui o Brasil. “É uma preocupação mundial. Diversas polícias científicas têm investigado isso e aqui, no Brasil, temos estudado essas novas drogas e por isso veio esse convite para participar desse fórum, que é muito importante e, com certeza, vai ajudar muito no trabalho da perícia. Outros peritos e pesquisadores foram convidados e iremos debater esse tema que é muito importante e que precisa ser implementado no Brasil, para que tenhamos um melhor resultado nesse tipo de investigação no âmbito forense”, pontuou.