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Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2023 às 17:00:00
Saúde alerta sobre a importância do tratamento adequado para transtornos mentais na infância
Quando não tratadas, as alterações psicológicas podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo e causar sérios problemas à saúde da criança

Cuidar da saúde mental é extremamente importante em todas as fases da vida, inclusive na infância. Quando não tratados, os transtornos mentais podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo e causar sérios problemas à saúde da criança. Por isso, o melhor caminho é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. 

Mas essa não é uma tarefa simples. Identificar alterações psicológicas na infância requer cautela e muita atenção, principalmente de pais, mães e responsáveis, que devem estar atentos aos sinais demonstrados pelas crianças, que podem ser facilmente confundidos com os comportamentos típicos da infância. 

De acordo com o diretor do Hospital da Criança, o médico William Barcelos, existem alguns sinais e sintomas que muitas vezes levam os pais a suspeitarem de transtornos mentais. “Isso vai nortear o profissional especializado a identificar e diagnosticar essas patologias. Para cada doença, temos sintomas que nos levam a critérios para o diagnóstico. Por isso é tão importante orientar e levar ao conhecimento da população quais são as principais alterações psicológicas que aparecem na fase infantil”, explica ele.

Transtornos mais comuns 

A fim de conscientizar a população em relação aos transtornos mentais que aparecem na infância com mais frequência, o médico William Barcelos explica sobre os sintomas mais comuns específicos de cada um deles:

No Transtorno do Espectro Autista (TEA), o paciente apresenta déficit precoce de linguagem e aptidão social, com criação de regras rígidas de comportamento seguidas como rotina; já o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado pela hiperatividade e falta de concentração.

O Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH) ocorre quando as crianças passam rapidamente de um estado de humor para o outro, sendo diferente do transtorno bipolar, pois é diagnosticado entre os 6 e os 10 anos e não apresenta episódios maníacos; o Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é identificado quando a criança desobedece e desafia os pais ou figuras de autoridade, como professores e familiares mais velhos, e apresenta-se de forma contínua a testar os limites das figuras de autoridade; a Síndrome de Tourette é caracterizada por tiques múltiplos e incontroláveis, como franzir a testa, piscar constantemente, fazer caretas, falar ou gritar palavras ofensivas.

A depressão é evidenciada por tristeza em excesso, isolamento social, medo de se separar dos pais e falta de energia e/ou interesse em brincar; já a ansiedade ocorre quando a criança passa a nutrir uma diversidade de medos e preocupações, podendo desenvolver fobias agudas e crises de choro acontecem com mais frequência; e o estresse pós-traumático, que pode ser identificado após um evento traumático, como a morte de um ente querido, acidente, abuso, quando a criança pode desenvolver crises de ansiedade, pesadelos, ausência de sentimentos positivos, sensação de desesperança, paranoia e necessidade de evitar lugares que remetem ao trauma.

Tratamento

O médico ressalta que, em todas as doenças citadas, o tratamento com terapia cognitiva comportamental é de suma importância, além da avaliação do tratamento medicamentoso com psicotrópicos pelo psiquiatra infantil. 

“Sempre que os pais desconfiarem da existência de doença mental, o melhor caminho é buscar um pediatra para testar o nível de crescimento e desenvolvimento da criança, e se aquele comportamento está fora dos padrões fisiológicos. Caso isso se concretize, haverá o encaminhamento para o psicólogo e psiquiatra infantil”, concluiu William Barcelos.

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Saúde alerta sobre a importância do tratamento adequado para transtornos mentais na infância
Quando não tratadas, as alterações psicológicas podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo e causar sérios problemas à saúde da criança
Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2023 às 17:00:00

Cuidar da saúde mental é extremamente importante em todas as fases da vida, inclusive na infância. Quando não tratados, os transtornos mentais podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo e causar sérios problemas à saúde da criança. Por isso, o melhor caminho é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. 

Mas essa não é uma tarefa simples. Identificar alterações psicológicas na infância requer cautela e muita atenção, principalmente de pais, mães e responsáveis, que devem estar atentos aos sinais demonstrados pelas crianças, que podem ser facilmente confundidos com os comportamentos típicos da infância. 

De acordo com o diretor do Hospital da Criança, o médico William Barcelos, existem alguns sinais e sintomas que muitas vezes levam os pais a suspeitarem de transtornos mentais. “Isso vai nortear o profissional especializado a identificar e diagnosticar essas patologias. Para cada doença, temos sintomas que nos levam a critérios para o diagnóstico. Por isso é tão importante orientar e levar ao conhecimento da população quais são as principais alterações psicológicas que aparecem na fase infantil”, explica ele.

Transtornos mais comuns 

A fim de conscientizar a população em relação aos transtornos mentais que aparecem na infância com mais frequência, o médico William Barcelos explica sobre os sintomas mais comuns específicos de cada um deles:

No Transtorno do Espectro Autista (TEA), o paciente apresenta déficit precoce de linguagem e aptidão social, com criação de regras rígidas de comportamento seguidas como rotina; já o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado pela hiperatividade e falta de concentração.

O Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH) ocorre quando as crianças passam rapidamente de um estado de humor para o outro, sendo diferente do transtorno bipolar, pois é diagnosticado entre os 6 e os 10 anos e não apresenta episódios maníacos; o Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é identificado quando a criança desobedece e desafia os pais ou figuras de autoridade, como professores e familiares mais velhos, e apresenta-se de forma contínua a testar os limites das figuras de autoridade; a Síndrome de Tourette é caracterizada por tiques múltiplos e incontroláveis, como franzir a testa, piscar constantemente, fazer caretas, falar ou gritar palavras ofensivas.

A depressão é evidenciada por tristeza em excesso, isolamento social, medo de se separar dos pais e falta de energia e/ou interesse em brincar; já a ansiedade ocorre quando a criança passa a nutrir uma diversidade de medos e preocupações, podendo desenvolver fobias agudas e crises de choro acontecem com mais frequência; e o estresse pós-traumático, que pode ser identificado após um evento traumático, como a morte de um ente querido, acidente, abuso, quando a criança pode desenvolver crises de ansiedade, pesadelos, ausência de sentimentos positivos, sensação de desesperança, paranoia e necessidade de evitar lugares que remetem ao trauma.

Tratamento

O médico ressalta que, em todas as doenças citadas, o tratamento com terapia cognitiva comportamental é de suma importância, além da avaliação do tratamento medicamentoso com psicotrópicos pelo psiquiatra infantil. 

“Sempre que os pais desconfiarem da existência de doença mental, o melhor caminho é buscar um pediatra para testar o nível de crescimento e desenvolvimento da criança, e se aquele comportamento está fora dos padrões fisiológicos. Caso isso se concretize, haverá o encaminhamento para o psicólogo e psiquiatra infantil”, concluiu William Barcelos.