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Curta-metragem valoriza o trabalho das merendeiras do Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral
Filme representará Sergipe em festival na Inglaterra
Segunda-Feira, 21 de Novembro de 2022

Retratar e valorizar o trabalho e a rotina das merendeiras do Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral. Esta foi a ideia do documentário “A gente consegue – Uma vivência de trabalho, suor e sonhos”, produzido pelo professor José Figueiredo Neto e pelo estudante Davyd Luan. O filme foi apoiado via edital por meio do programa Pesquisa na Escola, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). A película representará o estado de Sergipe durante o festival de cinema First-Time Filmmaker Sessions que será realizado entre os dias 28 de novembro e 12 de dezembro, na Inglaterra.

A produção é fruto de um projeto de pesquisa “Cinema e Educação - o documentário no ambiente escolar”, do professor José Figueiredo Neto, com apoio do estudante do Ensino Médio Davyd Luan, que também é bolsista pela Fapitec. O curta-metragem já foi selecionado para dois festivais nacionais: Pupila Film Festival, em Olinda/PE, e Olhar Film Festival, em Castanhal/PA.

Desde que foi produzido e veiculado dentro da própria unidade de ensino, o curta-metragem mudou a forma como a comunidade escolar enxerga essas profissionais que, diariamente, preparam a comida dos alunos. Ao longo do vídeo, a rotina de três merendeiras é colocada sob perspectiva: a de Denise Melo de Oliveira, de Marlene Aragão Pereira e de Jacqueline Alcântara dos Santos.

Valorização

As merendeiras contam sobre a alegria que é serem vistas em nível internacional e o quanto mudou a maneira como os alunos as tratam desde então. Denise Melo é merendeira há 14 anos, dos quais quatro no Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral. “Isso é um reconhecimento do nosso trabalho. A gente se sente muito feliz em ter esse olhar, mas também ressaltando que é um trabalho em equipe. Mudou bastante a forma de tratamento. Antes os alunos nos chamavam de tia, agora nos chamam pelo nome, reconhecem o nosso trabalho, elogiam a nossa comida, e a gente fica feliz em ver que nosso trabalho está dando certo”, declarou.

Marlene Araújo já foi merendeira em diversas unidades de ensino da rede estadual e está como contratada no Jonas Amaral desde o início deste ano. “Gosto de ser merendeira, amo trabalhar em escola. Já passei por diversos colégios e acho aqui um ambiente maravilhoso. Acredito que depois desse documentário os alunos passaram a nos olhar de forma diferente, com muito mais respeito”, afirmou.

Os alunos confirmam que passaram a valorizar ainda mais o trabalho delas após assistirem ao documentário. “Esse curta-metragem mudou bastante a forma como a gente vê o trabalho das merendeiras. Muitos de nós não sabíamos como é a rotina delas, nem sabíamos que algumas também têm outras profissões. Nós ficamos felizes em ver a nossa escola sendo representada internacionalmente por meio deste documentário”, disse Lorena Evelyn Souza Araújo, do 2º ano. Opinião semelhante teve o seu colega Marcelo Lima de Jesus. “Passei a ver de maneira diferente. A gente nunca pensa pelo lado das merendeiras, das pessoas da limpeza. Com esse documentário a gente passou a ver a importância desses profissionais, as suas dificuldades. Achei bem interessante conhecer tudo isso. Passamos a vê-las com mais respeito”, afirmou.

O professor José Figueiredo Neto destacou que, no início, eles não sabiam qual seria a temática do vídeo-documentário. Após uma análise junto ao aluno Davyd Luan, decidiram retratar o trabalho das merendeiras, por serem pessoas essenciais ao funcionamento da escola e por essa profissão ter tão pouca visibilidade. “Ficamos felizes que esse trabalho seja reconhecido em nível internacional. Acho que é importante, pois a comunidade escolar se vê retratada, ainda mais em um curta-metragem que é produzido por pessoas da própria escola”, disse.

Já Davyd Luan destacou que “a produção deste trabalho foi um grande aprendizado, pois quem está aqui fora não sabe o que se passa lá dentro, na cozinha da escola. Quando a gente gravou todos os momentos da preparação dos lanches dos alunos, vimos que foi um aprendizado muito grande. Passamos o curta para os estudantes e tivemos uma repercussão muito boa. Percebemos que começaram a ter um respeito e um olhar diferentes em relação a elas. É gratificante por eu ser estudante da periferia e de a escola pública ter o meu trabalho reconhecido em outro país.

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Curta-metragem valoriza o trabalho das merendeiras do Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral
Filme representará Sergipe em festival na Inglaterra
Segunda-Feira, 21 de Novembro de 2022

Retratar e valorizar o trabalho e a rotina das merendeiras do Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral. Esta foi a ideia do documentário “A gente consegue – Uma vivência de trabalho, suor e sonhos”, produzido pelo professor José Figueiredo Neto e pelo estudante Davyd Luan. O filme foi apoiado via edital por meio do programa Pesquisa na Escola, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). A película representará o estado de Sergipe durante o festival de cinema First-Time Filmmaker Sessions que será realizado entre os dias 28 de novembro e 12 de dezembro, na Inglaterra.

A produção é fruto de um projeto de pesquisa “Cinema e Educação - o documentário no ambiente escolar”, do professor José Figueiredo Neto, com apoio do estudante do Ensino Médio Davyd Luan, que também é bolsista pela Fapitec. O curta-metragem já foi selecionado para dois festivais nacionais: Pupila Film Festival, em Olinda/PE, e Olhar Film Festival, em Castanhal/PA.

Desde que foi produzido e veiculado dentro da própria unidade de ensino, o curta-metragem mudou a forma como a comunidade escolar enxerga essas profissionais que, diariamente, preparam a comida dos alunos. Ao longo do vídeo, a rotina de três merendeiras é colocada sob perspectiva: a de Denise Melo de Oliveira, de Marlene Aragão Pereira e de Jacqueline Alcântara dos Santos.

Valorização

As merendeiras contam sobre a alegria que é serem vistas em nível internacional e o quanto mudou a maneira como os alunos as tratam desde então. Denise Melo é merendeira há 14 anos, dos quais quatro no Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral. “Isso é um reconhecimento do nosso trabalho. A gente se sente muito feliz em ter esse olhar, mas também ressaltando que é um trabalho em equipe. Mudou bastante a forma de tratamento. Antes os alunos nos chamavam de tia, agora nos chamam pelo nome, reconhecem o nosso trabalho, elogiam a nossa comida, e a gente fica feliz em ver que nosso trabalho está dando certo”, declarou.

Marlene Araújo já foi merendeira em diversas unidades de ensino da rede estadual e está como contratada no Jonas Amaral desde o início deste ano. “Gosto de ser merendeira, amo trabalhar em escola. Já passei por diversos colégios e acho aqui um ambiente maravilhoso. Acredito que depois desse documentário os alunos passaram a nos olhar de forma diferente, com muito mais respeito”, afirmou.

Os alunos confirmam que passaram a valorizar ainda mais o trabalho delas após assistirem ao documentário. “Esse curta-metragem mudou bastante a forma como a gente vê o trabalho das merendeiras. Muitos de nós não sabíamos como é a rotina delas, nem sabíamos que algumas também têm outras profissões. Nós ficamos felizes em ver a nossa escola sendo representada internacionalmente por meio deste documentário”, disse Lorena Evelyn Souza Araújo, do 2º ano. Opinião semelhante teve o seu colega Marcelo Lima de Jesus. “Passei a ver de maneira diferente. A gente nunca pensa pelo lado das merendeiras, das pessoas da limpeza. Com esse documentário a gente passou a ver a importância desses profissionais, as suas dificuldades. Achei bem interessante conhecer tudo isso. Passamos a vê-las com mais respeito”, afirmou.

O professor José Figueiredo Neto destacou que, no início, eles não sabiam qual seria a temática do vídeo-documentário. Após uma análise junto ao aluno Davyd Luan, decidiram retratar o trabalho das merendeiras, por serem pessoas essenciais ao funcionamento da escola e por essa profissão ter tão pouca visibilidade. “Ficamos felizes que esse trabalho seja reconhecido em nível internacional. Acho que é importante, pois a comunidade escolar se vê retratada, ainda mais em um curta-metragem que é produzido por pessoas da própria escola”, disse.

Já Davyd Luan destacou que “a produção deste trabalho foi um grande aprendizado, pois quem está aqui fora não sabe o que se passa lá dentro, na cozinha da escola. Quando a gente gravou todos os momentos da preparação dos lanches dos alunos, vimos que foi um aprendizado muito grande. Passamos o curta para os estudantes e tivemos uma repercussão muito boa. Percebemos que começaram a ter um respeito e um olhar diferentes em relação a elas. É gratificante por eu ser estudante da periferia e de a escola pública ter o meu trabalho reconhecido em outro país.