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Governo discute em audiências públicas a possibilidade de sanar aterros sanitários em cidades do interior
Reuniões já aconteceram em Canindé e Japaratuba. Nesta quarta (18) será realizada em Estância, a partir das 18h
Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e do Programa de Desenvolvimento do Turismo em Sergipe (Prodetur/SE), realiza nesta semana uma série de audiências públicas em cidades do interior sergipano. Na noite da segunda-feira (16), a reunião aconteceu na cidade de Canindé de São Francisco; já na terça-feira (17), a audiência pública foi realizada no município de Japaratuba. Nesta quarta-feira (18), o debate acontecerá na cidade de Estância. 

Cumprindo procedimento legal do órgão ambiental licenciador, conforme solicitação da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), as audiências públicas objetivam debater com a comunidade dessas cidades a extinção dos aterros sanitários, para que posteriormente seja apresentado o Projeto Básico e Executivo desses locais (incluindo Central de Triagem e Pátio Compostagem), bem como os possíveis impactos e as intervenções previstas no Estudo de Impacto Ambiental, além da elaboração do Relatório de Impacto Ambiental EIA/RIMA.

O Prodetur se encaixa neste programa no sentido de auxiliar no desenvolvimento dos polos turísticos em todos os sentidos: social, ambiental, turístico e econômico. Neste projeto, especificamente, a Setur trabalha no componente ambiental dos municípios do Sertão, Leste e Sul sergipano, regiões com grande potencial turístico, a fim de atender o maior número de cidades. 

De acordo com a Consultora Executiva em Meio Ambiente do Prodetur/Se, Thassia Luiza Santana Costa a relação ambiental e turística é bem maior do que realmente se percebe. “O estado, através dessa ação, está entregando a dois consórcios de resíduos sólidos, projetos básicos executivos licenciados pelo órgão ambiental, para que eles possam então construir os aterros e resolver o problema dos lixões”, explica. 

Segundo o diretor presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), Gilvan Dias, as audiências têm o cunho de erradicar os lixões em todo o estado. “Hoje, especificamente, estamos na cidade de Japaratuba para tratar sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Essas audiências trazem alguns esclarecimentos junto à população, debatendo um estudo sobre o impacto ambiental, para que as pessoas saibam, de fato, o que é um aterro sanitário e possam assim oferecer suas colaborações, sobre a temática”, explica. 

Thassia Luiza lembra ainda que esse é um processo democrático de inclusão das considerações das partes envolvidas, visando principalmente diminuir as possíveis dúvidas e mostrando os benefícios do projeto. “O governo do estado, como principal interessado, através da secretaria de Turismo e do Prodetur, tem interesse de sanar os problemas ambientais relacionados à disposição irregular dos resíduos urbanos”. Ela ressalta que é de interesse do Governo estabelecer um canal de comunicação com a população. “Através das audiências, com o intuito de compreender os anseios das comunidades perante os projetos e realizar esses encontros dentro do princípio básico da legalidade para ações dessa natureza”, diz.

Participação das comunidades

A participação da população nas localidades por onde as audiências têm passado está sendo satisfatória. O secretário de Obras de Canindé de São Francisco, José Luiz Feitosa, por exemplo, acompanhou de perto a audiência em sua cidade. Para ele a reunião foi bem produtiva. “Tivemos na Audiência de Canindé uma série de pessoas que tem muito a somar. Com a regularização dessa situação poderemos ter geração de empregos e, consequentemente, a economia do município pode melhorar. Muitas coisas boas irão acontecer em Canindé”, conclui.

Em Japaratuba a contribuição da população também foi decisiva. “É importante estar presente nesta audiência, pois trabalho na agricultura, e essa é a primeira vez na história do município de Japaratuba que abordam esse tema, que nos incomoda há alguns anos. Vejo que nesta gestão, o compromisso de acabar com essa problemática ambiental”, pontua o agricultor, Zé Bispo.

Já o universitário, Fernando Rocha, comenta que viu na situação a oportunidade de pesquisar mais sobre o tema que é de interesse global. “Entrei no curso de Engenharia Civil pensando em me aprofundar nessa temática. Com a chegada do trabalho de conclusão de curso decidi pesquisar sobre essa situação, que não é só de interesse local e sim, mundial. Ouço há muitos anos, sobre o lixão e nunca houve interesse de solucionar esse problema em nossa comunidade. Hoje estou muito contente de participar de uma audiência pública, que de forma democrática quer ouvir também os moradores de Japaratuba com objetivo sanar toda e qualquer problemática em relação a esses resíduos”, finaliza.