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Motolâncias auxiliam no tempo-resposta e atendimentos do Samu
Com velocidade, segurança e precisão, os profissionais do Grupo de Motociclistas de Atendimento às Urgências do SAMU 192 Sergipe trabalham em situações em que alguns minutos salvam vidas
Segunda-Feira, 07 de Junho de 2021

Nem só de ambulâncias, caminhonetes e veículos de apoio é formada a frota dos serviços de urgência do SAMU 192. Com velocidade, segurança e precisão, os profissionais do Grupo de Motociclistas de Atendimento às Urgências do SAMU 192 Sergipe trabalham em situações em que alguns minutos salvam vidas.

As motocicletas, chamadas de motolâncias, são pilotadas exclusivamente por profissionais de enfermagem. O serviço é oficialmente uma política do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em todo o Brasil desde 2008, quando foi publicada a Portaria nº 2.971 pelo Ministério da Saúde, que regulamenta o atendimento sobre motos na rede.

As vantagens da utilização de motocicletas nos atendimentos no lugar das tradicionais ambulâncias são muitas, sobretudo nos centros urbanos. “Nosso tempo-resposta (o tempo de deslocamento da base do SAMU a qualquer ponto da cidade) é em torno de 07 minutos. Os gastos da utilização da moto também são menores e o custo-benefício do atendimento é melhor”, destacou Wesley dos Reis Costa, supervisor do Serviço de Motolância do Samu.

Wesley também destaca outras vantagens da utilização das motolâncias. “Custo operacional, que é bem menor do que o de uma viatura; tempo resposta, que segundo estudos é cerca de 50% menor com a moto em relação à ambulância e a vantagem assistencial, pois conseguimos fazer um atendimento mais qualificado por contarmos com dois profissionais da área de saúde na equipe”, disse.

A equipe da motolância faz um primeiro atendimento emergencial ao paciente e a ambulância chega para dar um suporte posterior e transporta o paciente quando a situação requer esse transporte. Começar a trabalhar sobre duas rodas, no entanto, não é tarefa das mais fáceis. Para entrar para o Grupo de Motociclistas de Atendimento às Urgências (GMAU), técnicos e auxiliares de enfermagem do SAMU devem satisfazer a alguns critérios que são adotados nacionalmente.

Em primeiro lugar, o profissional deve ter habilitação para motocicletas há pelo menos dois anos. Além disso, ele deve ser indicado pela sua chefia para o trabalho com motos. A indicação  segue o momento decisivo e mais crítico na formação desse trabalhador: o curso de pilotagem do GMAU com caráter eliminatório, tem uma média de reprovação em torno de 60% — a maior parte dos candidatos não consegue ser aprovada na primeira tentativa. Os pilares do curso são equilíbrio, habilidade, velocidade e pilotagem fora de estrada (off Road).

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Motolâncias auxiliam no tempo-resposta e atendimentos do Samu
Com velocidade, segurança e precisão, os profissionais do Grupo de Motociclistas de Atendimento às Urgências do SAMU 192 Sergipe trabalham em situações em que alguns minutos salvam vidas
Segunda-Feira, 07 de Junho de 2021

Nem só de ambulâncias, caminhonetes e veículos de apoio é formada a frota dos serviços de urgência do SAMU 192. Com velocidade, segurança e precisão, os profissionais do Grupo de Motociclistas de Atendimento às Urgências do SAMU 192 Sergipe trabalham em situações em que alguns minutos salvam vidas.

As motocicletas, chamadas de motolâncias, são pilotadas exclusivamente por profissionais de enfermagem. O serviço é oficialmente uma política do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em todo o Brasil desde 2008, quando foi publicada a Portaria nº 2.971 pelo Ministério da Saúde, que regulamenta o atendimento sobre motos na rede.

As vantagens da utilização de motocicletas nos atendimentos no lugar das tradicionais ambulâncias são muitas, sobretudo nos centros urbanos. “Nosso tempo-resposta (o tempo de deslocamento da base do SAMU a qualquer ponto da cidade) é em torno de 07 minutos. Os gastos da utilização da moto também são menores e o custo-benefício do atendimento é melhor”, destacou Wesley dos Reis Costa, supervisor do Serviço de Motolância do Samu.

Wesley também destaca outras vantagens da utilização das motolâncias. “Custo operacional, que é bem menor do que o de uma viatura; tempo resposta, que segundo estudos é cerca de 50% menor com a moto em relação à ambulância e a vantagem assistencial, pois conseguimos fazer um atendimento mais qualificado por contarmos com dois profissionais da área de saúde na equipe”, disse.

A equipe da motolância faz um primeiro atendimento emergencial ao paciente e a ambulância chega para dar um suporte posterior e transporta o paciente quando a situação requer esse transporte. Começar a trabalhar sobre duas rodas, no entanto, não é tarefa das mais fáceis. Para entrar para o Grupo de Motociclistas de Atendimento às Urgências (GMAU), técnicos e auxiliares de enfermagem do SAMU devem satisfazer a alguns critérios que são adotados nacionalmente.

Em primeiro lugar, o profissional deve ter habilitação para motocicletas há pelo menos dois anos. Além disso, ele deve ser indicado pela sua chefia para o trabalho com motos. A indicação  segue o momento decisivo e mais crítico na formação desse trabalhador: o curso de pilotagem do GMAU com caráter eliminatório, tem uma média de reprovação em torno de 60% — a maior parte dos candidatos não consegue ser aprovada na primeira tentativa. Os pilares do curso são equilíbrio, habilidade, velocidade e pilotagem fora de estrada (off Road).