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Fonoaudiólogos da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes ensinam bebês a se alimentarem com segurança
Os profissionais auxiliam os prematuros a coordenar as funções de sucção, deglutição e respiração
Quarta-Feira, 25 de Janeiro de 2023

Os três fonoaudiólogos que atuam no Método Canguru da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) enfrentam diariamente o desafio de ensinar prematuros e bebês com síndromes ou algum problema associado a se alimentarem com segurança. O trabalho do profissional começa quando as crianças entram na fase da transição da sonda alimentar para o seio da mãe. O objetivo é o de promover o aleitamento materno.

De acordo com a fonoaudióloga Berta Raika de Sousa Sereno, normalmente os prematuros nascem sem as funções estabelecidas, sendo tarefa do profissional a organização da parte oral do bebê, viabilizando as funções para que o recém-nascido se torne competente para se alimentar. “Primeiro organizamos a parte oral do bebê, trabalhando os reflexos sucção, deglutição e respiração, além da coordenação dessas funções. Ele precisa saber ter esses três reflexos e o momento de utilizá-los. Então, antes fazemos essa organização, depois o levamos ao peito”, informa a fonoaudióloga, explicando que a estimulação sensório-motora-oral é necessária porque muitas vezes os recém-nascidos sugam, mas não sabem engolir, ou sugam e engolem, mas não sabem respirar na hora certa.

Promover a coordenação das funções não é um trabalho fácil, considerando que os pacientes são crianças muito pequenas. Berta Sereno observa que a ciência tem conseguido manter vivas crianças cada vez mais prematuras, o que acarreta novos desafios para as equipes multiprofissionais, já que trazem alteração sensorial. “Promovemos o aleitamento materno, dedicamos muitos esforços e, na maioria das vezes, conseguimos. Quando não é possível, estabelecemos outras vias de alimentação”, diz.

O tempo que o bebê leva para aprender a coordenar as funções é individual e depende muito de vários fatores, a exemplo da idade da criança, de sua história, dos estímulos que recebeu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), se, além da prematuridade, tem outros agravos, se a mãe deseja amamentar e da sua produção de leite.

A profissional destaca que cada bebê é avaliado individualmente pelo fonoaudiólogo, quando são diagnosticadas as suas necessidades. Também é feito de forma pessoal o atendimento e acompanhamento, considerando que cada criança tem suas peculiaridades, sua história.

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Fonoaudiólogos da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes ensinam bebês a se alimentarem com segurança
Os profissionais auxiliam os prematuros a coordenar as funções de sucção, deglutição e respiração
Quarta-Feira, 25 de Janeiro de 2023

Os três fonoaudiólogos que atuam no Método Canguru da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) enfrentam diariamente o desafio de ensinar prematuros e bebês com síndromes ou algum problema associado a se alimentarem com segurança. O trabalho do profissional começa quando as crianças entram na fase da transição da sonda alimentar para o seio da mãe. O objetivo é o de promover o aleitamento materno.

De acordo com a fonoaudióloga Berta Raika de Sousa Sereno, normalmente os prematuros nascem sem as funções estabelecidas, sendo tarefa do profissional a organização da parte oral do bebê, viabilizando as funções para que o recém-nascido se torne competente para se alimentar. “Primeiro organizamos a parte oral do bebê, trabalhando os reflexos sucção, deglutição e respiração, além da coordenação dessas funções. Ele precisa saber ter esses três reflexos e o momento de utilizá-los. Então, antes fazemos essa organização, depois o levamos ao peito”, informa a fonoaudióloga, explicando que a estimulação sensório-motora-oral é necessária porque muitas vezes os recém-nascidos sugam, mas não sabem engolir, ou sugam e engolem, mas não sabem respirar na hora certa.

Promover a coordenação das funções não é um trabalho fácil, considerando que os pacientes são crianças muito pequenas. Berta Sereno observa que a ciência tem conseguido manter vivas crianças cada vez mais prematuras, o que acarreta novos desafios para as equipes multiprofissionais, já que trazem alteração sensorial. “Promovemos o aleitamento materno, dedicamos muitos esforços e, na maioria das vezes, conseguimos. Quando não é possível, estabelecemos outras vias de alimentação”, diz.

O tempo que o bebê leva para aprender a coordenar as funções é individual e depende muito de vários fatores, a exemplo da idade da criança, de sua história, dos estímulos que recebeu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), se, além da prematuridade, tem outros agravos, se a mãe deseja amamentar e da sua produção de leite.

A profissional destaca que cada bebê é avaliado individualmente pelo fonoaudiólogo, quando são diagnosticadas as suas necessidades. Também é feito de forma pessoal o atendimento e acompanhamento, considerando que cada criança tem suas peculiaridades, sua história.