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Notícia
Governo de Sergipe encerra julho com Live sobre memórias, possibilidades e luta das mulheres negras
Evento virtual foi realizado pela Secretaria de Estado da Inclusão Social, com a participação de ativistas do movimento negro de Sergipe
Sexta-Feira, 31 de Julho de 2020

Para encerrar o Julho das Pretas, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (Seias), realizou a Live "Pretas Potências: Memórias e Possibilidades", transmitida pelo canal do YouTube Seias SE. O encontro virtual aconteceu nesta quinta-feira (30) e contou com a participação de mulheres negras sergipanas, entre acadêmicas, ativistas e representantes de entidades e movimentos sociais, que dialogaram sobre suas histórias e memórias, e caminhos de luta para enfrentamento ao racismo e protagonismo da mulher negra. O evento integra a campanha antirracista realizada pela Seias durante todo o mês, que celebra em 25 de julho o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

O debate foi iniciado pela feminista e ativista negra Ana Paula Lomes, acadêmica de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e membro da União de Negros pela Igualdade (Unegro) em Sergipe. Ela agradeceu pelo espaço concedido e ressaltou que a Live proporciona a troca de saberes e vivências, e amplia um debate que vem sendo construído há muitos anos. “Certamente, o fato de estarmos vivendo um momento tão caótico na história da humanidade nos faz reinventar e criar novas possibilidades, como a que experienciamos na Live. Estar em um espaço público ao lado dessas mulheres, potências pretas da nossa sociedade, me fez sentir confortável para partilhar memórias que não são apenas minhas, mas também de minhas ancestrais”, destacou.

A Live foi mediada pela cientista social e ativista negra Larissa Carvalho, que ocupa o cargo de chefe de gabinete da Seias. Ela destacou que o encontro ressalta a importância do Julho das Pretas - agenda criada em 2013 pelo Instituto da Mulher Negra (Odara) -, propondo um debate necessário para superação de desigualdades de gênero e raça. “O Julho das Pretas é o momento de reconhecer a luta de mulheres negras, para que elas coloquem suas pautas na mesa, pois, historicamente, o feminismo é reconhecido como branco. Queremos fazer essa reflexão, sobre como a opressão racial agrava a opressão de gênero. Por isso, é necessário tentarmos construir um feminismo baseado no acréscimo das mulheres negras. Feminismo que não liberta todas as mulheres, não é feminismo. E, nesta live, mostramos e reafirmamos que somos pretas potências”, disse. 

Finalizando o debate, a jornalista Laila Oliveira - integrante da Auto Organização de Mulheres Negras Rejane Maria e gerente da Igualdade Racial da Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju -, reafirmou a importância de espaços como este, fomentados pela gestão pública. "Para mim, é uma grande honra e responsabilidade ocupar essa esfera dentro da Secretaria de Assistência Social de Aracaju. É a concretização de um reconhecimento da importância da política pública que estamos fomentando dentro das gestões. Além disso, é também um processo de enfretamento ao racismo institucional, que nos silencia. Espaços como o da Live, para falar de nossos lugares e perspectivas, são engrandecedores e fortalecedores, e ajudam a enfrentar as opressões que existem na sociedade”, concluiu.

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Governo de Sergipe encerra julho com Live sobre memórias, possibilidades e luta das mulheres negras
Evento virtual foi realizado pela Secretaria de Estado da Inclusão Social, com a participação de ativistas do movimento negro de Sergipe
Sexta-Feira, 31 de Julho de 2020

Para encerrar o Julho das Pretas, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (Seias), realizou a Live "Pretas Potências: Memórias e Possibilidades", transmitida pelo canal do YouTube Seias SE. O encontro virtual aconteceu nesta quinta-feira (30) e contou com a participação de mulheres negras sergipanas, entre acadêmicas, ativistas e representantes de entidades e movimentos sociais, que dialogaram sobre suas histórias e memórias, e caminhos de luta para enfrentamento ao racismo e protagonismo da mulher negra. O evento integra a campanha antirracista realizada pela Seias durante todo o mês, que celebra em 25 de julho o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

O debate foi iniciado pela feminista e ativista negra Ana Paula Lomes, acadêmica de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e membro da União de Negros pela Igualdade (Unegro) em Sergipe. Ela agradeceu pelo espaço concedido e ressaltou que a Live proporciona a troca de saberes e vivências, e amplia um debate que vem sendo construído há muitos anos. “Certamente, o fato de estarmos vivendo um momento tão caótico na história da humanidade nos faz reinventar e criar novas possibilidades, como a que experienciamos na Live. Estar em um espaço público ao lado dessas mulheres, potências pretas da nossa sociedade, me fez sentir confortável para partilhar memórias que não são apenas minhas, mas também de minhas ancestrais”, destacou.

A Live foi mediada pela cientista social e ativista negra Larissa Carvalho, que ocupa o cargo de chefe de gabinete da Seias. Ela destacou que o encontro ressalta a importância do Julho das Pretas - agenda criada em 2013 pelo Instituto da Mulher Negra (Odara) -, propondo um debate necessário para superação de desigualdades de gênero e raça. “O Julho das Pretas é o momento de reconhecer a luta de mulheres negras, para que elas coloquem suas pautas na mesa, pois, historicamente, o feminismo é reconhecido como branco. Queremos fazer essa reflexão, sobre como a opressão racial agrava a opressão de gênero. Por isso, é necessário tentarmos construir um feminismo baseado no acréscimo das mulheres negras. Feminismo que não liberta todas as mulheres, não é feminismo. E, nesta live, mostramos e reafirmamos que somos pretas potências”, disse. 

Finalizando o debate, a jornalista Laila Oliveira - integrante da Auto Organização de Mulheres Negras Rejane Maria e gerente da Igualdade Racial da Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju -, reafirmou a importância de espaços como este, fomentados pela gestão pública. "Para mim, é uma grande honra e responsabilidade ocupar essa esfera dentro da Secretaria de Assistência Social de Aracaju. É a concretização de um reconhecimento da importância da política pública que estamos fomentando dentro das gestões. Além disso, é também um processo de enfretamento ao racismo institucional, que nos silencia. Espaços como o da Live, para falar de nossos lugares e perspectivas, são engrandecedores e fortalecedores, e ajudam a enfrentar as opressões que existem na sociedade”, concluiu.