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Iniciativas pioneiras de Sergipe em relação ao gás são destacadas pelo presidente da Petrobras
Em audiência pública, na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados,  o presidente falou ainda que a Fafen/Se encontra-se em processo de licitação para arrendamento e as propostas serão recebidas no dia 11 de novembro
Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019

O presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, parabenizou o estado de Sergipe, na audiência pública, da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, na última terça-feira(08), pelas ações pioneiras empreendidas em Sergipe em relação ao gás.  

 “Sergipe não está reclamando, está trabalhando. Tem inciativas pioneiras que vão se difundir pelo restante do Brasil. É extremante importante o que o governo sergipano e sua bancada estão fazendo. É um exemplo para todo o Brasil”, ressaltou o presidente da Petrobras.  

Em setembro, o governador Belivaldo Chagas assinou decreto com novas normas do Regulamento dos Serviços Locais de Gás Canalizado do Estado de Sergipe. O decreto foi um marco na regulação do uso do gás em Sergipe, investindo-se de fundamental importância para a economia do estado. A iniciativa irá possibilizar a flexibilização e a atração da cadeia produtiva do gás, abrindo o mercado sergipano para novas empresas, tendo como consequência a geração de emprego e renda, por meio do aquecimento da economia.

A audiência tratou sobre o fechamento da Petrobras na Bahia e o desmonte da Petrobras no Nordeste. Sobre o fechamento da base administrativa, Roberto Castello Branco afirmou que esse fato não está em discussão no momento. “É parte da nossa estratégia a venda de campos maduros terrestres e em águas rasas. Isso porque a contribuição desses campos para a produção total da Petrobrás é muito pequena, a produtividade é muito baixa. A produtividade média do Pré-Sal é de 21 mil barris/dia até 50 mil barris/dia, já uma produtividade média da produtividade de poços é de apenas 16 barris/dia”, explicou o presidente.

Na oportunidade,  o deputado federal Laécio Oliveira falou sobre a necessidade de formar um forte mercado de consumo do gás a ser produzido em Sergipe. “As expectativas de produção de 20 milhões de m³ de gás natural por dia. A disponibilidade do gás está prevista para 2024 e é preciso atrair consumidores intensivos de gás para dar uso a essa oferta abundante como termoelétricas, indústrias de fertilizantes, cerâmica, vidro, petroquímica, cimento e mesmo unidades de liquefação de forma a não haver a reinjeção do gás nos poços. Sergipe deverá exercer o papel de maior distribuidor de gás no Nordeste, associando a produção em águas profundas e a disponibilidade do gás do primeiro terminal privado de GNL do Brasil”, explicou o deputado Laércio Oliveira.

Fafen 

Sobre a Fafen/SE e BA, o presidente falou que o negócio de fertilizantes dava muito prejuízo a Petrobras, em torno de R$ 200 milhões ao ano.“Nós estamos num processo de licitação para arrendamento, vamos receber as propostas no dia 11 de novembro. Estamos otimistas quanto o resultado disso e espero que, em breve, elas estejam operando e atendendo as demandas das indústrias locais. No caso de Sergipe, no município de Laranjeiras, a Petrobras se comprometeu e está executando investimentos em projetos sociais. Nós estimamos R$26 milhões de reais para minimizar os efeitos dos problemas da paralisação da Fafen sobre a população mais pobre do município. Então, estamos cumprindo com o nosso compromisso”, revelou.   

Em relação ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa(Porto de Sergipe), o presidente disse que não está nos planos desinvestir e e se comprometeu a encaminhar os detalhes do planejamento sobre o Porto de Sergipe.