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Sergipe tem avanços históricos no Ideb
O Ideb das escolas da rede estadual de ensino subiu nos três níveis de ensino. Além disso, o Estado melhorou no ranking nacional, quando comparado com outros estados.
Terça-Feira, 04 de Setembro de 2018

 

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira, 3, o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referente aos Anos Iniciais (1º ao 5º ano), Anos Finais (6º ano 9º ano) do Ensino Fundamental e Ensino Médio, do ano de 2017. Em Sergipe, o Ideb das escolas da rede estadual de ensino subiu nos três níveis de ensino. Além disso, o Estado melhorou no ranking nacional, quando comparado com outros estados.

Nos Anos Iniciais, Sergipe deixou a 24ª posição (2015), passando a ocupar a 21ª (2017). Para este marcador, a rede geral, que abrange as redes municipal, estadual e privada, permaneceu na 24ª colocação, tanto em 2015 quanto em 2017.

Já na avaliação dos Anos Finais, a rede estadual de Sergipe mostrou crescimento nos índices e conquistou a 22ª posição (2017), enquanto em 2015 era o 27°. Com relação ao total da rede, a posição também melhorou, passando de último do ranking, 27º (2015), para 23º (2017). 

No Ensino Médio, a evolução foi de 27° para o 22° na rede estadual.  No geral (redes federal, estadual e privada), estas conquistaram a 16ª posição em 2017, superando a 23ª colocação no ranking de 2015.

 “Nós tivemos evolução em todos os indicadores e atingimos a meta para as séries iniciais do ensino fundamental. Isso se deve à aplicação coerente de políticas de longo prazo, as quais vêm apresentando resultados agora. Por exemplo, nós temos uma capacitação docente muito importante na nossa rede. Essa política começou há um tempo e hoje a rede estadual e as redes municipais têm, praticamente, todos os professores licenciados. 

No caso de Sergipe, da rede estadual, boa parte tem atuação na sua área de formação. Então, nós começamos pelo fundamental, que é a boa formação dos professores, e estamos continuando com políticas de monitoramento e acompanhamento pedagógico”, informou o secretário de Estado da Educação, Josué Modesto.

De acordo com o gestor da Seed, é preciso persistir nas políticas que deram certo. “Vários projetos têm sido desenvolvidos nas escolas. Nós queremos generalizar as boas ideias, chamar os colégios que tiveram os melhores êxitos para compartilhar com as equipes pedagógicas e diretivas de outras unidades que não alcançaram êxitos tão expressivos, para trocar experiências e conhecimento. No momento, nós estamos com um curso de formação de diretores de escolas e queremos aproveitar para compartilhar as experiências exitosas. Agora, com uma política importante de formatação de currículos, esperamos também outro feito, que é a padronização dos calendários para assegurar aos nossos estudantes a efetividade do nosso calendário e a efetividade da oferta dos conteúdos. Nesse caso, nós estamos propondo um mecanismo mais ágil para a contratação de professores substitutos, porque surgem lacunas na oferta de disciplinas. Mesmo tendo professor efetivo na rede, eles, eventualmente, se afastam por várias razões administrativas, de saúde ou para capacitação, e no momento nós não temos esse mecanismo flexível para disponibilizar professor em tempo hábil, o que termina propiciando algumas lacunas na formação”, enumerou o secretário.

O professor Josué Modesto explicou ainda que o caminho traçado na política estadual de educação mostrou que apresenta resultados, mas é preciso fazer mais. “Além de melhorar a qualificação dos nossos professores, que já têm uma qualificação inicial muito boa, mas precisam de um processo contínuo de requalificação, é importante o acompanhamento pedagógico. Por exemplo, o Ideb é um indicador precioso, porém nos é fornecido com uma defasagem muito grande. Estamos debruçados agora sobre os resultados de 2017, porém já estamos em 2018, projetando estratégias para melhorar o desempenho para 2019. Então é necessário também termos mecanismos estaduais de acompanhamento, para percebermos o mais rápido possível onde a educação não está atingindo sua meta, que é a educação para todos”. 

Realizado de dois em dois anos, o Ideb é um indicador que relaciona o desempenho dos alunos com dados de fluxo escolar, verificados a partir do Censo Escolar.

A média do Ideb é uma junção do Indicador de Rendimento, ou seja, taxa de aprovação por ano, e da Nota Média Padronizada, a nota da Prova Brasil nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. 

Anos Iniciais

Nos Anos Iniciais, por exemplo, o Ideb subiu de 4,3 para 4,7, atingindo a meta do MEC. No que diz respeito à Rede Total, que engloba também a rede municipal e a rede privada de ensino, o Ideb sobiu para 4,9. 

“Esse é um nível de ensino que vem apresentando melhorias ano a ano. Ele nunca teve oscilações negativas, nem estagnação; vem sempre melhorando, o que é muito bom. É um nível de ensino que evidentemente precisamos monitorar para que a trajetória de melhoria permaneça. Os outros níveis, referentes aos anos finais do ensino fundamental e ao ensino médio, são mais problemáticos, tanto para a rede pública, quanto para rede privada, que tem metas mais expressivas fixadas pelo Inep. O que é necessário é persistir no que está dando certo. Educação exige persistência, e o caminho traçado mostra que apresenta resultados”, informou o secretário de Estado da Educação, Josué Modesto.

Outro dado relacionado às turmas de 1º ao 5º ano é o índice de aprovação por ano de ensino. Nos 1º e 2º anos, o índice de aprovação chegou ao patamar de 99% dos alunos. Na avaliação total, de 1º ao 5º ano, o índice de aprovação subiu de 83,6 para 89%.

Anos Finais

No que diz respeito aos Anos Finais – do 6º ao 9º ano – a rede estadual de ensino se destaca na taxa de aprovação por ano de ensino, de 73% em 2017, contra 62,9% na última avaliação, realizada em 2015. 

Neste ponto, as turmas de 9º ano – as últimas que antecedem o ingresso do aluno no Ensino Médio – são as que mais tiveram crescimento na porcentagem: de 72,1% para 81%.

As turmas dos Anos Finais também apresentaram crescimento de Indicador de Rendimento em relação aos dados de 2015 – de 0,71 para 0,76. Além disso, também cresceram na Nota Média padronizada, de 4,94 para 5,13.

Ensino Médio

Na avaliação do Ideb em relação ao 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio da rede estadual de ensino, houve crescimento tanto no Indicador de Rendimento, como também na Nota Média Padronizada, os quais passaram de 0,68 para 0,75 e de 3,85 para 4,1, respectivamente.

Com isso, a nota final do Ideb para as turmas do Ensino Médio subiu de 2,6 para 3,1, representando um avanço do desempenho escolar nessas séries.

Os índices de aprovação por ano de ensino também cresceram dentre as turmas de Ensino Médio. Nas turmas de 1º ano, foi de 55,2% para 63%; de 2º ano, de 70,9% para 78, e nas turmas de 3º ano, de 82,5 para 87.

Primeiros lugares 

Os indicadores divulgados pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa Anísio Teixeira (Inep) na última quarta-feira (29) apontaram que Sergipe está entre os primeiros lugares do ranking dos estados que mais ganharam na aprendizagem da Matemática e da Língua Portuguesa no Ensino Médio. O estudo, denominado Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb/ 2017), aponta ainda que no 9º ano do Ensino Fundamental, Sergipe figura entre os 16 estados que mais agregaram na aprendizagem também da Língua Portuguesa e da Matemática, com mais pontos que a média nacional.

O Saeb 017 destaca ainda que Sergipe ficou em primeiro dos estados que mais agregaram pontos na aprendizagem da Matemática no Ensino Médio, ficando acima da média nacional, ou seja, Sergipe (10.7), seguido do Espírito Santo (10.5) e Rio Grande do Sul (9.4), Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Ceará, Distrito Federal, Rondônia, Paraná, Acre, Piauí, Santa Catarina, Alagoas e Pernambuco.

A aprendizagem da Língua Portuguesa no Ensino Médio também mereceu destaque do Ministério da Educação através do estudo do Seab/2017, apontando que Sergipe se configura no segundo lugar do ranking entre os 12 estados que mais apresentaram ganhos na aprendizagem da Língua Portuguesa.

O Ceará foi o estado que mais aumentou o índice de ganhos (9.3), seguido de Sergipe (8.3) e de Minas Gerais (6.8), com índices de ganho acima da média nacional.

“A apresentação do Ideb foi nacionalmente um pouco frustrante, porque vários estados estagnaram e outros regrediram, poucos evoluíram. Em torno de sete estados evoluíram e Sergipe se destacou, porque nós não tivemos regresso em nenhum nível e em alguns, nós tivemos destaque nacional. No caso do ensino médio, em Português e Matemática. Em Matemática, tivemos o maior destaque, fomos o estado que mais agregou pontos na prova. Em Português, fomos o segundo. O que mostra que nós estamos tendo resultados expressivos”, enfatizou Josué Modesto.

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Sergipe tem avanços históricos no Ideb
O Ideb das escolas da rede estadual de ensino subiu nos três níveis de ensino. Além disso, o Estado melhorou no ranking nacional, quando comparado com outros estados.
Terça-Feira, 04 de Setembro de 2018

 

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira, 3, o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referente aos Anos Iniciais (1º ao 5º ano), Anos Finais (6º ano 9º ano) do Ensino Fundamental e Ensino Médio, do ano de 2017. Em Sergipe, o Ideb das escolas da rede estadual de ensino subiu nos três níveis de ensino. Além disso, o Estado melhorou no ranking nacional, quando comparado com outros estados.

Nos Anos Iniciais, Sergipe deixou a 24ª posição (2015), passando a ocupar a 21ª (2017). Para este marcador, a rede geral, que abrange as redes municipal, estadual e privada, permaneceu na 24ª colocação, tanto em 2015 quanto em 2017.

Já na avaliação dos Anos Finais, a rede estadual de Sergipe mostrou crescimento nos índices e conquistou a 22ª posição (2017), enquanto em 2015 era o 27°. Com relação ao total da rede, a posição também melhorou, passando de último do ranking, 27º (2015), para 23º (2017). 

No Ensino Médio, a evolução foi de 27° para o 22° na rede estadual.  No geral (redes federal, estadual e privada), estas conquistaram a 16ª posição em 2017, superando a 23ª colocação no ranking de 2015.

 “Nós tivemos evolução em todos os indicadores e atingimos a meta para as séries iniciais do ensino fundamental. Isso se deve à aplicação coerente de políticas de longo prazo, as quais vêm apresentando resultados agora. Por exemplo, nós temos uma capacitação docente muito importante na nossa rede. Essa política começou há um tempo e hoje a rede estadual e as redes municipais têm, praticamente, todos os professores licenciados. 

No caso de Sergipe, da rede estadual, boa parte tem atuação na sua área de formação. Então, nós começamos pelo fundamental, que é a boa formação dos professores, e estamos continuando com políticas de monitoramento e acompanhamento pedagógico”, informou o secretário de Estado da Educação, Josué Modesto.

De acordo com o gestor da Seed, é preciso persistir nas políticas que deram certo. “Vários projetos têm sido desenvolvidos nas escolas. Nós queremos generalizar as boas ideias, chamar os colégios que tiveram os melhores êxitos para compartilhar com as equipes pedagógicas e diretivas de outras unidades que não alcançaram êxitos tão expressivos, para trocar experiências e conhecimento. No momento, nós estamos com um curso de formação de diretores de escolas e queremos aproveitar para compartilhar as experiências exitosas. Agora, com uma política importante de formatação de currículos, esperamos também outro feito, que é a padronização dos calendários para assegurar aos nossos estudantes a efetividade do nosso calendário e a efetividade da oferta dos conteúdos. Nesse caso, nós estamos propondo um mecanismo mais ágil para a contratação de professores substitutos, porque surgem lacunas na oferta de disciplinas. Mesmo tendo professor efetivo na rede, eles, eventualmente, se afastam por várias razões administrativas, de saúde ou para capacitação, e no momento nós não temos esse mecanismo flexível para disponibilizar professor em tempo hábil, o que termina propiciando algumas lacunas na formação”, enumerou o secretário.

O professor Josué Modesto explicou ainda que o caminho traçado na política estadual de educação mostrou que apresenta resultados, mas é preciso fazer mais. “Além de melhorar a qualificação dos nossos professores, que já têm uma qualificação inicial muito boa, mas precisam de um processo contínuo de requalificação, é importante o acompanhamento pedagógico. Por exemplo, o Ideb é um indicador precioso, porém nos é fornecido com uma defasagem muito grande. Estamos debruçados agora sobre os resultados de 2017, porém já estamos em 2018, projetando estratégias para melhorar o desempenho para 2019. Então é necessário também termos mecanismos estaduais de acompanhamento, para percebermos o mais rápido possível onde a educação não está atingindo sua meta, que é a educação para todos”. 

Realizado de dois em dois anos, o Ideb é um indicador que relaciona o desempenho dos alunos com dados de fluxo escolar, verificados a partir do Censo Escolar.

A média do Ideb é uma junção do Indicador de Rendimento, ou seja, taxa de aprovação por ano, e da Nota Média Padronizada, a nota da Prova Brasil nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. 

Anos Iniciais

Nos Anos Iniciais, por exemplo, o Ideb subiu de 4,3 para 4,7, atingindo a meta do MEC. No que diz respeito à Rede Total, que engloba também a rede municipal e a rede privada de ensino, o Ideb sobiu para 4,9. 

“Esse é um nível de ensino que vem apresentando melhorias ano a ano. Ele nunca teve oscilações negativas, nem estagnação; vem sempre melhorando, o que é muito bom. É um nível de ensino que evidentemente precisamos monitorar para que a trajetória de melhoria permaneça. Os outros níveis, referentes aos anos finais do ensino fundamental e ao ensino médio, são mais problemáticos, tanto para a rede pública, quanto para rede privada, que tem metas mais expressivas fixadas pelo Inep. O que é necessário é persistir no que está dando certo. Educação exige persistência, e o caminho traçado mostra que apresenta resultados”, informou o secretário de Estado da Educação, Josué Modesto.

Outro dado relacionado às turmas de 1º ao 5º ano é o índice de aprovação por ano de ensino. Nos 1º e 2º anos, o índice de aprovação chegou ao patamar de 99% dos alunos. Na avaliação total, de 1º ao 5º ano, o índice de aprovação subiu de 83,6 para 89%.

Anos Finais

No que diz respeito aos Anos Finais – do 6º ao 9º ano – a rede estadual de ensino se destaca na taxa de aprovação por ano de ensino, de 73% em 2017, contra 62,9% na última avaliação, realizada em 2015. 

Neste ponto, as turmas de 9º ano – as últimas que antecedem o ingresso do aluno no Ensino Médio – são as que mais tiveram crescimento na porcentagem: de 72,1% para 81%.

As turmas dos Anos Finais também apresentaram crescimento de Indicador de Rendimento em relação aos dados de 2015 – de 0,71 para 0,76. Além disso, também cresceram na Nota Média padronizada, de 4,94 para 5,13.

Ensino Médio

Na avaliação do Ideb em relação ao 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio da rede estadual de ensino, houve crescimento tanto no Indicador de Rendimento, como também na Nota Média Padronizada, os quais passaram de 0,68 para 0,75 e de 3,85 para 4,1, respectivamente.

Com isso, a nota final do Ideb para as turmas do Ensino Médio subiu de 2,6 para 3,1, representando um avanço do desempenho escolar nessas séries.

Os índices de aprovação por ano de ensino também cresceram dentre as turmas de Ensino Médio. Nas turmas de 1º ano, foi de 55,2% para 63%; de 2º ano, de 70,9% para 78, e nas turmas de 3º ano, de 82,5 para 87.

Primeiros lugares 

Os indicadores divulgados pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa Anísio Teixeira (Inep) na última quarta-feira (29) apontaram que Sergipe está entre os primeiros lugares do ranking dos estados que mais ganharam na aprendizagem da Matemática e da Língua Portuguesa no Ensino Médio. O estudo, denominado Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb/ 2017), aponta ainda que no 9º ano do Ensino Fundamental, Sergipe figura entre os 16 estados que mais agregaram na aprendizagem também da Língua Portuguesa e da Matemática, com mais pontos que a média nacional.

O Saeb 017 destaca ainda que Sergipe ficou em primeiro dos estados que mais agregaram pontos na aprendizagem da Matemática no Ensino Médio, ficando acima da média nacional, ou seja, Sergipe (10.7), seguido do Espírito Santo (10.5) e Rio Grande do Sul (9.4), Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Ceará, Distrito Federal, Rondônia, Paraná, Acre, Piauí, Santa Catarina, Alagoas e Pernambuco.

A aprendizagem da Língua Portuguesa no Ensino Médio também mereceu destaque do Ministério da Educação através do estudo do Seab/2017, apontando que Sergipe se configura no segundo lugar do ranking entre os 12 estados que mais apresentaram ganhos na aprendizagem da Língua Portuguesa.

O Ceará foi o estado que mais aumentou o índice de ganhos (9.3), seguido de Sergipe (8.3) e de Minas Gerais (6.8), com índices de ganho acima da média nacional.

“A apresentação do Ideb foi nacionalmente um pouco frustrante, porque vários estados estagnaram e outros regrediram, poucos evoluíram. Em torno de sete estados evoluíram e Sergipe se destacou, porque nós não tivemos regresso em nenhum nível e em alguns, nós tivemos destaque nacional. No caso do ensino médio, em Português e Matemática. Em Matemática, tivemos o maior destaque, fomos o estado que mais agregou pontos na prova. Em Português, fomos o segundo. O que mostra que nós estamos tendo resultados expressivos”, enfatizou Josué Modesto.