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Escolas estaduais celebram mês da Consciência Negra
O projeto teve como objetivo trabalhar diariamente a Consciência Negra. Durante 15 dias de preparação, os alunos do Ensino Médio fizeram pesquisas sobre o tema e usaram da criatividade para reformar o refeitório da escola, com pinturas diversas sobre as temáticas da cultura e história dos povos africanos
Quarta-Feira, 24 de Novembro de 2021

Neste mês de novembro, diversas escolas da rede estadual de ensino estão promovendo projetos e atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. No Centro de Excelência Governador Seixas Dória, na manhã desta terça-feira, 23, os alunos participaram do Projeto “Todo dia é dia de consciência negra”. Coordenado pela professora de História, Elaine Santos Andrade, e pelo professor de Filosofia, Fernando Gramosa, o projeto teve como objetivo trabalhar diariamente a consciência negra. Durante 15 dias de preparação, os alunos do ensino médio fizeram pesquisas sobre o tema e usaram da criatividade para reformar o refeitório da escola, com pinturas diversas sobre as temáticas da cultura e história dos povos africanos. Além disso, afixaram cartazes com informações sobre personagens históricos, escritores e artistas negros.

“Trabalhamos expressões e palavras africanas, trouxemos a geografia do continente, os símbolos, a religião, cultura, história, e os grandes personagens do movimento negro, da literatura e da poesia. Queremos fazer com que os alunos estejam mais conscientes do seu papel como cidadãos; que eles  combatam os preconceitos. A ideia é que os estudantes se reconheçam, se identifiquem com esses povos e combatam todo tipo de racismo e discriminação”, disse a professora Elaine Andrade.

Além de todo o trabalho de reforma feito no refeitório, com os cartazes e pinturas, os estudantes fizeram apresentações no pátio da escola. Os alunos do 3º ano do ensino médio integral recitaram frases e pensamentos de grandes nomes do combate ao racismo, como Malcom X, Bob Marley, Nelson Mandela, entre outros. Eles também fizeram uma apresentação de dança afro-brasileira e mostraram fotos de pessoas importantes da história.

O jovem David Gabriel Santos Silva, aluno do 1º ano, disse ter gostado bastante do projeto. “Isso dá uma força a nós, que somos negros, e é uma oportunidade de mostrar a todos um pouco da história e do que nós passamos. É uma forma de combatermos o preconceito”, declarou. Quem também elogiou foi Graziela Correia da Cruz, do 3º ano, que recitou uma frase de Luiz Gama. “Essa iniciativa da escola é muito importante, porque mostra que nós temos vez e voz, mostra a nossa essência, já que o Brasil, em sua maioria, é formado por pessoas negras e excluídas da sociedade. O negro não é ouvido, não é respeitado, não é estudado. Queremos dar voz a quem não teve condições e poder de lutar por nossos direitos”, afirmou.

A aluna Ingrid Souza dos Santos participou apresentando uma dança afro-brasileira moderna, ao som da cantora Isa. “Queremos mostrar a importância da cultura negra em nossas vidas. Nós somos uma miscigenação e temos que valorizar a nossa cultura o ano todo, e não apenas no dia da consciência negra”, declarou. 

Já o seu colega José Leandro Ribeiro dos Santos ressaltou que “o projeto promoveu uma dinâmica entre os alunos da escola em torno de sua realização. Foi um trabalho bonito e que trouxe a representatividade para os alunos negros”.

Outros projetos

No dia 17 de novembro, os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual 24 de Outubro participaram de um evento promovido pela Funcap, em parceria com a Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), realizado por meio da Lei Aldir Blanc, referente ao mês da consciência negra. A Companhia de Artes Mafuá fez uma apresentação do espetáculo “Águas de Oxalá” para os estudantes.

“Essa apresentação cultural foi de extrema importância, pois relata a história dos nossos antepassados, além de fomentar em nossos alunos a importância do respeito ao próximo, independentemente da cor de pele, assim também às religiões de matriz africana, afinal, ninguém nasce preconceituoso, torna-se um”, disse a gestora Ivone de Moraes.

Já no Centro de Excelência José Joaquim, em Aracaju, desde 2018, com a implantação do Ensino Médio em Tempo Integral, que o Dia da Consciência Negra é comemorado por meio do Projeto “Consciência Não Tem Cor, Tem Atitude”, coordenado pela professora Francilene Menezes. Dessa vez os países africanos homenageados foram África do Sul, Angola, Camarões, Gana, Nigéria e Senegal. 

No desenvolvimento do projeto foram trabalhados aspectos históricos, culturais, econômicas, religiosos, colonização, dentre outros temas. Para a culminância foi convidado o grupo de Capoeira Ouriço, dirigido pelo metre Lobo Branco (Eanes Barbosa), Contramestre Talisman (Jurandi dos Santos) e Professor Besouro (Cleiton José). O grupo apresentou o Maculelê, Samba de Roda e a capoeira tradicional, frutos das nossas raízes africanas.

A Banda Marcial Barbosão foi apresentada no evento, que tocou canções de artistas negros com temas relacionados à luta dos negros na sociedade. Essas músicas foram orquestradas pelo maestro e ex-aluno João Victor.

Para o coordenador pedagógico Givanilton Brito, essa manifestação vem elevar a autoestima dos alunos e apresentar pessoas negras que lutaram por seu espaço na sociedade, sendo modelo e exemplo para os demais brasileiros negros.

A professora Francilene Menezes relata a importância da valorização da cultura negra e seus afrodescendentes no ambiente escolar e fora dele. “Constrói conhecimentos sobre miscigenação presentes no povo brasileiro, além de promover o reconhecimento acerca da culinária, objetos, danças, indumentárias e músicas presentes no nosso dia a dia”, disse.

Os alunos e professores do Colégio Estadual Professora Clemência Alves da Silva, de Porto da Folha, comemoraram o 20 de novembro, dia da Consciência Negra, com a realização de debates, reflexões e dinâmicas. O diretor escolar Fábio Júnior Fernandes dos Santos ressaltou a importância do povo brasileiro, dando ênfase à matriz africana, reconhecendo a pluralidade cultural e a contribuição dos povos negros no processo de formação econômica do Brasil. 

“É preciso problematizar em sala de aula o preconceito, a discriminação e as desigualdades notórias vividas pelos povos de origem africana. Necessário se faz despertar em nossos alunos a importância da pluralidade étnica e do respeito às diferenças. Esta prática não se dá apenas nas datas comemorativas, mas no decorrer de todo o ano letivo”, afirmou.

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Escolas estaduais celebram mês da Consciência Negra
O projeto teve como objetivo trabalhar diariamente a Consciência Negra. Durante 15 dias de preparação, os alunos do Ensino Médio fizeram pesquisas sobre o tema e usaram da criatividade para reformar o refeitório da escola, com pinturas diversas sobre as temáticas da cultura e história dos povos africanos
Quarta-Feira, 24 de Novembro de 2021

Neste mês de novembro, diversas escolas da rede estadual de ensino estão promovendo projetos e atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. No Centro de Excelência Governador Seixas Dória, na manhã desta terça-feira, 23, os alunos participaram do Projeto “Todo dia é dia de consciência negra”. Coordenado pela professora de História, Elaine Santos Andrade, e pelo professor de Filosofia, Fernando Gramosa, o projeto teve como objetivo trabalhar diariamente a consciência negra. Durante 15 dias de preparação, os alunos do ensino médio fizeram pesquisas sobre o tema e usaram da criatividade para reformar o refeitório da escola, com pinturas diversas sobre as temáticas da cultura e história dos povos africanos. Além disso, afixaram cartazes com informações sobre personagens históricos, escritores e artistas negros.

“Trabalhamos expressões e palavras africanas, trouxemos a geografia do continente, os símbolos, a religião, cultura, história, e os grandes personagens do movimento negro, da literatura e da poesia. Queremos fazer com que os alunos estejam mais conscientes do seu papel como cidadãos; que eles  combatam os preconceitos. A ideia é que os estudantes se reconheçam, se identifiquem com esses povos e combatam todo tipo de racismo e discriminação”, disse a professora Elaine Andrade.

Além de todo o trabalho de reforma feito no refeitório, com os cartazes e pinturas, os estudantes fizeram apresentações no pátio da escola. Os alunos do 3º ano do ensino médio integral recitaram frases e pensamentos de grandes nomes do combate ao racismo, como Malcom X, Bob Marley, Nelson Mandela, entre outros. Eles também fizeram uma apresentação de dança afro-brasileira e mostraram fotos de pessoas importantes da história.

O jovem David Gabriel Santos Silva, aluno do 1º ano, disse ter gostado bastante do projeto. “Isso dá uma força a nós, que somos negros, e é uma oportunidade de mostrar a todos um pouco da história e do que nós passamos. É uma forma de combatermos o preconceito”, declarou. Quem também elogiou foi Graziela Correia da Cruz, do 3º ano, que recitou uma frase de Luiz Gama. “Essa iniciativa da escola é muito importante, porque mostra que nós temos vez e voz, mostra a nossa essência, já que o Brasil, em sua maioria, é formado por pessoas negras e excluídas da sociedade. O negro não é ouvido, não é respeitado, não é estudado. Queremos dar voz a quem não teve condições e poder de lutar por nossos direitos”, afirmou.

A aluna Ingrid Souza dos Santos participou apresentando uma dança afro-brasileira moderna, ao som da cantora Isa. “Queremos mostrar a importância da cultura negra em nossas vidas. Nós somos uma miscigenação e temos que valorizar a nossa cultura o ano todo, e não apenas no dia da consciência negra”, declarou. 

Já o seu colega José Leandro Ribeiro dos Santos ressaltou que “o projeto promoveu uma dinâmica entre os alunos da escola em torno de sua realização. Foi um trabalho bonito e que trouxe a representatividade para os alunos negros”.

Outros projetos

No dia 17 de novembro, os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual 24 de Outubro participaram de um evento promovido pela Funcap, em parceria com a Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), realizado por meio da Lei Aldir Blanc, referente ao mês da consciência negra. A Companhia de Artes Mafuá fez uma apresentação do espetáculo “Águas de Oxalá” para os estudantes.

“Essa apresentação cultural foi de extrema importância, pois relata a história dos nossos antepassados, além de fomentar em nossos alunos a importância do respeito ao próximo, independentemente da cor de pele, assim também às religiões de matriz africana, afinal, ninguém nasce preconceituoso, torna-se um”, disse a gestora Ivone de Moraes.

Já no Centro de Excelência José Joaquim, em Aracaju, desde 2018, com a implantação do Ensino Médio em Tempo Integral, que o Dia da Consciência Negra é comemorado por meio do Projeto “Consciência Não Tem Cor, Tem Atitude”, coordenado pela professora Francilene Menezes. Dessa vez os países africanos homenageados foram África do Sul, Angola, Camarões, Gana, Nigéria e Senegal. 

No desenvolvimento do projeto foram trabalhados aspectos históricos, culturais, econômicas, religiosos, colonização, dentre outros temas. Para a culminância foi convidado o grupo de Capoeira Ouriço, dirigido pelo metre Lobo Branco (Eanes Barbosa), Contramestre Talisman (Jurandi dos Santos) e Professor Besouro (Cleiton José). O grupo apresentou o Maculelê, Samba de Roda e a capoeira tradicional, frutos das nossas raízes africanas.

A Banda Marcial Barbosão foi apresentada no evento, que tocou canções de artistas negros com temas relacionados à luta dos negros na sociedade. Essas músicas foram orquestradas pelo maestro e ex-aluno João Victor.

Para o coordenador pedagógico Givanilton Brito, essa manifestação vem elevar a autoestima dos alunos e apresentar pessoas negras que lutaram por seu espaço na sociedade, sendo modelo e exemplo para os demais brasileiros negros.

A professora Francilene Menezes relata a importância da valorização da cultura negra e seus afrodescendentes no ambiente escolar e fora dele. “Constrói conhecimentos sobre miscigenação presentes no povo brasileiro, além de promover o reconhecimento acerca da culinária, objetos, danças, indumentárias e músicas presentes no nosso dia a dia”, disse.

Os alunos e professores do Colégio Estadual Professora Clemência Alves da Silva, de Porto da Folha, comemoraram o 20 de novembro, dia da Consciência Negra, com a realização de debates, reflexões e dinâmicas. O diretor escolar Fábio Júnior Fernandes dos Santos ressaltou a importância do povo brasileiro, dando ênfase à matriz africana, reconhecendo a pluralidade cultural e a contribuição dos povos negros no processo de formação econômica do Brasil. 

“É preciso problematizar em sala de aula o preconceito, a discriminação e as desigualdades notórias vividas pelos povos de origem africana. Necessário se faz despertar em nossos alunos a importância da pluralidade étnica e do respeito às diferenças. Esta prática não se dá apenas nas datas comemorativas, mas no decorrer de todo o ano letivo”, afirmou.