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Com o Atheneu lotado, Centro de Excelência John Kennedy realiza abertura do projeto Alma Africana
O tema dessa edição é “O racismo brasileiro e a produção de ausências”
Sexta-Feira, 13 de Maio de 2022

O Centro de Excelência John Kennedy, unidade que oferta o Ensino em Tempo Integral, localizada no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, realizou na manhã desta sexta-feira, 13, no Teatro Atheneu, a solenidade de abertura do projeto Alma Africana, que há 13 anos proporciona à comunidade escolar uma vasta programação para pensar e refletir as temáticas étnico-raciais. O tema dessa edição é “O racismo brasileiro e a produção de ausências”.

O momento também retomou a história do projeto e as contribuições de educadores, políticos, representantes do poder público, estudiosos e demais atores educacionais que contribuíram para a longa vida do projeto. A vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, foi homenageada com o Prêmio Malungo, por sua contribuição e apoio ao Alma Africana.

“Nosso país tem uma média de 70% da população composta por negros e pardos, mas ao mesmo tempo o distanciamento das políticas públicas para essa população é enorme. Muitas vezes escutamos que escola não é lugar de discutir política, mas discutir sobre política é pensar sobre o cotidiano de cada um de nós. E é isso que o Alma Africana tem proporcionado aos estudantes ao longo desses anos”, afirmou.

Ao lado de diversos homenageados, o professor José Ricardo de Santana, superintendente executivo da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), também recebeu o Prêmio Malungo. “É uma satisfação para mim participar deste momento especial depois desses dois anos de pandemia. Para além dos programas e projetos que são formulados pela secretaria, os projetos que vêm da escola para nós são o que faz sentido. Quero manifestar o meu contentamento com a dimensão que o Alma Africana tem, perpassando pelas habilidades e competências orientadas pelo currículo, pois esse é um projeto que impulsiona as mudanças que queremos ver no mundo”, disse o superintendente, José Ricardo de Santana.

O coordenador do projeto, Evanilson Tavares França, explica os motivos pelos quais a iniciativa existe há mais de uma década. “O projeto Alma Africana não teria nenhum êxito se fosse com o trabalho de apenas uma pessoa. Nós precisamos desconstruir urgentemente essa relação verticalizada e também de quem tem mais títulos sabe mais. Isso é proposital para desacreditar os saberes dos povos originários e povos africanos. A escola pública precisa ser popular e de qualidade social. Nós já levamos mais de 20 mil alunos para assistir aos nossos espetáculos e atividades do Alma Africana ao longo desses anos”, disse.

Durante a execução do projeto, os estudantes potencializam o protagonismo a partir das funções demandadas que cumprem voluntariamente. A jovem Ana Flávia Santos de Oliveira, por exemplo, que se matriculou recentemente na unidade, compôs a equipe de apoio. “Essa tem sido uma experiência muito boa porque estou me desenvolvendo muito e conseguindo me expressar mais. Aqui estou dando apoio a uma das professoras responsáveis pela organização, e além disso, o tema é importante, pois o racismo deveria ser eliminado de nossa sociedade”, contou.

É a primeira vez que Rafaelly Adonai Santos da Silva participa do projeto Alma Africana. Para ela, a experiência é bastante diferente em função do dinamismo com que ocorrem as ações que envolvem o projeto. “Tem sido diferente e legal porque aprendo coisas novas como a cultura de um povo. Eu participei da confecção das bonecas e foi algo incrível por ser muito enriquecedor, além de divertido ao mesmo tempo”, concluiu.

O projeto também homenageou Gilvânia Guimarães, gestora da Diretoria de Educação de Aracaju; Severo D'Acelino, ator; Fausto Valois, promotor de justiça; Ana Lúcia Vieira, ex-deputada estadual; Adriane Damascena, coordenadora do Serviço de Projetos Escolares em Direitos Humanos (SEPEDH/Seduc); Lilian Anjos, do Instituto Braços; professor Joel Andrade; Edneia Lopes, professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) etc. A solenidade de abertura contou com a apresentação do Coral do Sintese; do Grupo Parlacênico de Teatro, composto por membros do John Kennedy; do grupo Amigas e Amigos do Batuque; e outras.

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Com o Atheneu lotado, Centro de Excelência John Kennedy realiza abertura do projeto Alma Africana
O tema dessa edição é “O racismo brasileiro e a produção de ausências”
Sexta-Feira, 13 de Maio de 2022

O Centro de Excelência John Kennedy, unidade que oferta o Ensino em Tempo Integral, localizada no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, realizou na manhã desta sexta-feira, 13, no Teatro Atheneu, a solenidade de abertura do projeto Alma Africana, que há 13 anos proporciona à comunidade escolar uma vasta programação para pensar e refletir as temáticas étnico-raciais. O tema dessa edição é “O racismo brasileiro e a produção de ausências”.

O momento também retomou a história do projeto e as contribuições de educadores, políticos, representantes do poder público, estudiosos e demais atores educacionais que contribuíram para a longa vida do projeto. A vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, foi homenageada com o Prêmio Malungo, por sua contribuição e apoio ao Alma Africana.

“Nosso país tem uma média de 70% da população composta por negros e pardos, mas ao mesmo tempo o distanciamento das políticas públicas para essa população é enorme. Muitas vezes escutamos que escola não é lugar de discutir política, mas discutir sobre política é pensar sobre o cotidiano de cada um de nós. E é isso que o Alma Africana tem proporcionado aos estudantes ao longo desses anos”, afirmou.

Ao lado de diversos homenageados, o professor José Ricardo de Santana, superintendente executivo da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), também recebeu o Prêmio Malungo. “É uma satisfação para mim participar deste momento especial depois desses dois anos de pandemia. Para além dos programas e projetos que são formulados pela secretaria, os projetos que vêm da escola para nós são o que faz sentido. Quero manifestar o meu contentamento com a dimensão que o Alma Africana tem, perpassando pelas habilidades e competências orientadas pelo currículo, pois esse é um projeto que impulsiona as mudanças que queremos ver no mundo”, disse o superintendente, José Ricardo de Santana.

O coordenador do projeto, Evanilson Tavares França, explica os motivos pelos quais a iniciativa existe há mais de uma década. “O projeto Alma Africana não teria nenhum êxito se fosse com o trabalho de apenas uma pessoa. Nós precisamos desconstruir urgentemente essa relação verticalizada e também de quem tem mais títulos sabe mais. Isso é proposital para desacreditar os saberes dos povos originários e povos africanos. A escola pública precisa ser popular e de qualidade social. Nós já levamos mais de 20 mil alunos para assistir aos nossos espetáculos e atividades do Alma Africana ao longo desses anos”, disse.

Durante a execução do projeto, os estudantes potencializam o protagonismo a partir das funções demandadas que cumprem voluntariamente. A jovem Ana Flávia Santos de Oliveira, por exemplo, que se matriculou recentemente na unidade, compôs a equipe de apoio. “Essa tem sido uma experiência muito boa porque estou me desenvolvendo muito e conseguindo me expressar mais. Aqui estou dando apoio a uma das professoras responsáveis pela organização, e além disso, o tema é importante, pois o racismo deveria ser eliminado de nossa sociedade”, contou.

É a primeira vez que Rafaelly Adonai Santos da Silva participa do projeto Alma Africana. Para ela, a experiência é bastante diferente em função do dinamismo com que ocorrem as ações que envolvem o projeto. “Tem sido diferente e legal porque aprendo coisas novas como a cultura de um povo. Eu participei da confecção das bonecas e foi algo incrível por ser muito enriquecedor, além de divertido ao mesmo tempo”, concluiu.

O projeto também homenageou Gilvânia Guimarães, gestora da Diretoria de Educação de Aracaju; Severo D'Acelino, ator; Fausto Valois, promotor de justiça; Ana Lúcia Vieira, ex-deputada estadual; Adriane Damascena, coordenadora do Serviço de Projetos Escolares em Direitos Humanos (SEPEDH/Seduc); Lilian Anjos, do Instituto Braços; professor Joel Andrade; Edneia Lopes, professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) etc. A solenidade de abertura contou com a apresentação do Coral do Sintese; do Grupo Parlacênico de Teatro, composto por membros do John Kennedy; do grupo Amigas e Amigos do Batuque; e outras.