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Notícia
Alunos do Colégio de Aracaju reaproveitam a fibra do coco para fabricar produtos reutilizáveis
Matéria-prima que seria descartada e é abundante em Sergipe está sendo utilizada para a fabricação de blocos, telha, entre outros materiais
Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019

Evitar o desperdício e dar utilidade ao que seria descartado. Com estes objetivos os alunos do Colégio Estadual Professora Ofenísia Soares Freire, em Aracaju, juntamente com o professor de História, Gicelmo Albuquerque, estão fazendo a reutilização da fibra do coco, fruta abundante na capital sergipana e que, quase sempre, é jogada no lixo. O projeto nasceu da tese de doutorado do professor e depois foi apresentado aos alunos. Nasceu assim o “Grupo dos 30”, formado pelo docente e por estudantes do Ofenísia Freire, e que tinha o objetivo inicial de ministrar palestras em escolas, órgãos públicos e outros espaços, sobre o problema do descarte do coco e alternativas viáveis para o seu aproveitamento.

Na unidade de ensino, os estudantes e o professor estão desenvolvendo técnicas por meio da junção do artefato de cimento com a fibra e o pó do coco para a fabricação de alguns produtos, como o bloco estrutural, caqueiros, jarros, manilhas, telha, argamassa, entre outros. Além disso, está sendo feita uma horta, em que as sementes estão sendo plantadas dentro do próprio coco.

O professor explica que o carro-chefe do projeto é a fabricação do bloco estrutural. “Não queremos vender o produto, mas passar os conhecimentos para que outras pessoas comecem a comercializá-lo por um preço bem abaixo do mercado, o que dará mais acesso à moradia. Estamos aproveitando uma matéria-prima tão abundante em nossa cidade para fazer isso”, afirmou.

A aluna Islanne Lorraine Silva Andrade, do 3º ano, destacou que o projeto desperta mais conscientização em relação à preservação ambiental. “Essa ação traz benefícios para a escola toda. Na hora em que vamos criar utilizando o coco, por exemplo, o que será plantado lá será utilizado por nós. Além disso, vamos aproveitar a água que é descartada dos aparelhos de ar-condicionado, armazenada para depois aguar a horta. Já os blocos estruturais, feitos com a fibra do coco, utilizaremos para construir quiosques em espaços abertos existentes na nossa escola, os quais servirão como locais para estudos. A gente vai trazer mais sensibilização para as pessoas, pois o coco não pode ser tratado como lixo, já que pode nos trazer tantos benefícios”, declarou.

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Alunos do Colégio de Aracaju reaproveitam a fibra do coco para fabricar produtos reutilizáveis
Matéria-prima que seria descartada e é abundante em Sergipe está sendo utilizada para a fabricação de blocos, telha, entre outros materiais
Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019

Evitar o desperdício e dar utilidade ao que seria descartado. Com estes objetivos os alunos do Colégio Estadual Professora Ofenísia Soares Freire, em Aracaju, juntamente com o professor de História, Gicelmo Albuquerque, estão fazendo a reutilização da fibra do coco, fruta abundante na capital sergipana e que, quase sempre, é jogada no lixo. O projeto nasceu da tese de doutorado do professor e depois foi apresentado aos alunos. Nasceu assim o “Grupo dos 30”, formado pelo docente e por estudantes do Ofenísia Freire, e que tinha o objetivo inicial de ministrar palestras em escolas, órgãos públicos e outros espaços, sobre o problema do descarte do coco e alternativas viáveis para o seu aproveitamento.

Na unidade de ensino, os estudantes e o professor estão desenvolvendo técnicas por meio da junção do artefato de cimento com a fibra e o pó do coco para a fabricação de alguns produtos, como o bloco estrutural, caqueiros, jarros, manilhas, telha, argamassa, entre outros. Além disso, está sendo feita uma horta, em que as sementes estão sendo plantadas dentro do próprio coco.

O professor explica que o carro-chefe do projeto é a fabricação do bloco estrutural. “Não queremos vender o produto, mas passar os conhecimentos para que outras pessoas comecem a comercializá-lo por um preço bem abaixo do mercado, o que dará mais acesso à moradia. Estamos aproveitando uma matéria-prima tão abundante em nossa cidade para fazer isso”, afirmou.

A aluna Islanne Lorraine Silva Andrade, do 3º ano, destacou que o projeto desperta mais conscientização em relação à preservação ambiental. “Essa ação traz benefícios para a escola toda. Na hora em que vamos criar utilizando o coco, por exemplo, o que será plantado lá será utilizado por nós. Além disso, vamos aproveitar a água que é descartada dos aparelhos de ar-condicionado, armazenada para depois aguar a horta. Já os blocos estruturais, feitos com a fibra do coco, utilizaremos para construir quiosques em espaços abertos existentes na nossa escola, os quais servirão como locais para estudos. A gente vai trazer mais sensibilização para as pessoas, pois o coco não pode ser tratado como lixo, já que pode nos trazer tantos benefícios”, declarou.