Notícias
Notícias
Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026 às 16:30:00
Centro de Hemodinâmica do Huse realiza procedimento endovascular inédito e amplia tratamento de trombose na rede pública de Sergipe
Com a incorporação da técnica endovascular, o Huse amplia a assistência vascular na unidade hospitalar

O Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) realizou, pela primeira vez na rede hospitalar pública estadual, um procedimento endovascular avançado para o tratamento de trombose venosa profunda (TVP) associada à síndrome de Cockett. A técnica, minimamente invasiva, marca mais um avanço na assistência vascular oferecida pelo hospital, auxiliando na recuperação dos pacientes e minimizando complicações.  

A paciente apresentava um quadro extenso e agudo de TVP em membro inferior esquerdo. Após confirmação diagnóstica por exames de imagem, a equipe realizou uma trombectomia venosa mecânica percutânea associada ao implante de stent, como destacou o cirurgião vascular, João Chaves. “A abordagem endovascular permite a remoção ativa do trombo, seguido de angioplastia e implante de stent autoexpansível na veia ilíaca esquerda para corrigir definitivamente a compressão da síndrome de Cockett”, explicou.  

Ainda de acordo com o médico, a síndrome de Cockett, condição anatômica em que a artéria ilíaca comum direita comprime a veia ilíaca comum esquerda contra a coluna vertebral, é um quadro relativamente frequente, mas que se torna grave quando evolui com trombose extensa. “Quando a abordagem endovascular é realizada na fase aguda, conseguimos restaurar o fluxo venoso, preservar a função das válvulas venosas e reduzir significativamente o risco de sequelas crônicas”, acrescentou.

O especialista também ressaltou a importância do tempo no manejo da doença. “Existe, realmente, uma janela de tempo ideal. O procedimento endovascular deve ser realizado preferencialmente dentro dos primeiros 14 dias do início dos sintomas. Com o passar do tempo, o trombo se torna fibroso, aderente à parede venosa e rico em colágeno, o que dificulta a remoção completa e reduz a eficácia do tratamento”, salientou.

Com a incorporação da técnica endovascular, o Centro de Hemodinâmica amplia a assistência vascular na unidade hospitalar. “Este é o primeiro caso realizado em nossa hemodinâmica. Ele representa um grande avanço porque evita cirurgias abertas de grande porte, reduz risco de sangramento, encurta a internação e oferece resultados superiores à anticoagulação isolada ou à trombólise clássica”, enfatizou.

Atendimento humanizado

A aposentada Terezinha Francisca de Souza, moradora de Heliópolis (BA), foi a primeira paciente submetida ao procedimento no Huse. Ela relata que os sintomas surgiram de forma súbita e intensa. “A perna começou a doer muito, cheguei em casa me arrastando. Passei por atendimento na minha cidade até ser encaminhada para uma unidade hospitalar, receber o diagnóstico e ser transferida para o Huse”, contou. 

Após a realização do procedimento, Terezinha destacou a qualidade da assistência. “Deu tudo certo, graças a Deus. Gostei bastante da assistência, melhor impossível. Todos são excelentes profissionais. Não tenho nada a reclamar. Agora, quero voltar para casa e cuidar dos meus netos. Estou muito feliz”, comentou.

A acompanhante, Isabela Silva, também elogiou a estrutura e o atendimento da unidade. “Fiquei muito surpresa com tudo aqui, desde o atendimento, a limpeza e toda a organização. Os profissionais são muito educados. Está todo mundo de parabéns”, enfatizou. 

Assistência vascular
 
Em 10 meses de funcionamento, o Centro de Hemodinâmica do Huse vem ampliando a capacidade de resolução de casos vasculares complexos. “Hoje, conseguimos oferecer tratamento minimamente invasivo, rápido e com alta taxa de sucesso. O serviço integrado à Cirurgia Vascular permite que o paciente receba o melhor da medicina moderna dentro do SUS, com segurança, eficiência e resultados que antes só eram possíveis em centros privados de referência”, finalizou o cirurgião vascular João Chaves.
 

Compartilhe            
Notícia
/ Notícias / saude

Centro de Hemodinâmica do Huse realiza procedimento endovascular inédito e amplia tratamento de trombose na rede pública de Sergipe
Com a incorporação da técnica endovascular, o Huse amplia a assistência vascular na unidade hospitalar
Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026 às 16:30:00

O Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) realizou, pela primeira vez na rede hospitalar pública estadual, um procedimento endovascular avançado para o tratamento de trombose venosa profunda (TVP) associada à síndrome de Cockett. A técnica, minimamente invasiva, marca mais um avanço na assistência vascular oferecida pelo hospital, auxiliando na recuperação dos pacientes e minimizando complicações.  

A paciente apresentava um quadro extenso e agudo de TVP em membro inferior esquerdo. Após confirmação diagnóstica por exames de imagem, a equipe realizou uma trombectomia venosa mecânica percutânea associada ao implante de stent, como destacou o cirurgião vascular, João Chaves. “A abordagem endovascular permite a remoção ativa do trombo, seguido de angioplastia e implante de stent autoexpansível na veia ilíaca esquerda para corrigir definitivamente a compressão da síndrome de Cockett”, explicou.  

Ainda de acordo com o médico, a síndrome de Cockett, condição anatômica em que a artéria ilíaca comum direita comprime a veia ilíaca comum esquerda contra a coluna vertebral, é um quadro relativamente frequente, mas que se torna grave quando evolui com trombose extensa. “Quando a abordagem endovascular é realizada na fase aguda, conseguimos restaurar o fluxo venoso, preservar a função das válvulas venosas e reduzir significativamente o risco de sequelas crônicas”, acrescentou.

O especialista também ressaltou a importância do tempo no manejo da doença. “Existe, realmente, uma janela de tempo ideal. O procedimento endovascular deve ser realizado preferencialmente dentro dos primeiros 14 dias do início dos sintomas. Com o passar do tempo, o trombo se torna fibroso, aderente à parede venosa e rico em colágeno, o que dificulta a remoção completa e reduz a eficácia do tratamento”, salientou.

Com a incorporação da técnica endovascular, o Centro de Hemodinâmica amplia a assistência vascular na unidade hospitalar. “Este é o primeiro caso realizado em nossa hemodinâmica. Ele representa um grande avanço porque evita cirurgias abertas de grande porte, reduz risco de sangramento, encurta a internação e oferece resultados superiores à anticoagulação isolada ou à trombólise clássica”, enfatizou.

Atendimento humanizado

A aposentada Terezinha Francisca de Souza, moradora de Heliópolis (BA), foi a primeira paciente submetida ao procedimento no Huse. Ela relata que os sintomas surgiram de forma súbita e intensa. “A perna começou a doer muito, cheguei em casa me arrastando. Passei por atendimento na minha cidade até ser encaminhada para uma unidade hospitalar, receber o diagnóstico e ser transferida para o Huse”, contou. 

Após a realização do procedimento, Terezinha destacou a qualidade da assistência. “Deu tudo certo, graças a Deus. Gostei bastante da assistência, melhor impossível. Todos são excelentes profissionais. Não tenho nada a reclamar. Agora, quero voltar para casa e cuidar dos meus netos. Estou muito feliz”, comentou.

A acompanhante, Isabela Silva, também elogiou a estrutura e o atendimento da unidade. “Fiquei muito surpresa com tudo aqui, desde o atendimento, a limpeza e toda a organização. Os profissionais são muito educados. Está todo mundo de parabéns”, enfatizou. 

Assistência vascular
 
Em 10 meses de funcionamento, o Centro de Hemodinâmica do Huse vem ampliando a capacidade de resolução de casos vasculares complexos. “Hoje, conseguimos oferecer tratamento minimamente invasivo, rápido e com alta taxa de sucesso. O serviço integrado à Cirurgia Vascular permite que o paciente receba o melhor da medicina moderna dentro do SUS, com segurança, eficiência e resultados que antes só eram possíveis em centros privados de referência”, finalizou o cirurgião vascular João Chaves.