Notícias
Notícias
Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2026 às 13:30:00
Sergipe amplia atuação diante do avanço do El Niño
Levantamento aponta que 57 dos 75 municípios sergipanos apresentam vulnerabilidade entre média e muito alta à seca

Sergipe já sente os efeitos do El Niño sobre seu território, e o Governo do Estado tem intensificado as medidas para proteger a população e reduzir os efeitos do fenômeno climático na agricultura, no abastecimento de água e no dia a dia das pessoas. De acordo levantamento realizado pela Defesa Civil Estadual, dez municípios sergipanos já decretaram Estado de Emergência por conta de seca ou estiagem.

Os dados reunidos pelo Estado mostram que, no período chuvoso, de maio a agosto, todos os municípios monitorados pela Defesa Civil registraram menos chuva em 2026 na comparação com 2025. Os riscos trazidos pela estiagem atingem todo o território sergipano e, de acordo com o Observatório de Sergipe, núcleo de estudos e pesquisas da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), 76% dos municípios sergipanos apresentam vulnerabilidade de média a muito alta diante dos efeitos das secas e estiagens associadas ao El Niño.

Diante desse cenário, o Governo de Sergipe vem estruturando uma estratégia de prevenção e enfrentamento dos efeitos do El Niño, com ações integradas de monitoramento, planejamento e resposta. A atuação reúne diferentes secretarias e órgãos estaduais, que trabalham a partir de dados meteorológicos, hidrológicos e de vulnerabilidade para antecipar possíveis impactos e direcionar medidas aos municípios que apresentam maior risco.

“Diante da confirmação do El Niño e dos cenários apontados pelos estudos e pelo monitoramento climático, o Governo do Estado fortaleceu a governança para o enfrentamento dos possíveis impactos do fenômeno. A formalização do Comitê Técnico e Intersetorial e a elaboração do Plano de Contingência Estadual são medidas que estruturam essa governança, promovendo a integração entre os órgãos públicos, a definição de responsabilidades e o planejamento antecipado das ações necessárias para reduzir os impactos do El Niño em Sergipe”, afirma a secretária de Estado do Planejamento, Orçamento e Inovação, Melina Tavares.

Atuação do Estado

As agências internacionais de clima confirmaram as condições de El Niño em junho de 2026 e, no mesmo mês, o Estado de Sergipe instalou a Sala de Situação do El Niño 2026–2027, com o objetivo de planejar e apoiar a aplicação de medidas efetivas de mitigação sobre os impactos do fenômeno climático. Formado por secretarias e órgãos estaduais estratégicos, o grupo trabalha de forma integrada para analisar informações e antecipar cenários de crise.

Um Comitê Técnico e Intersetorial foi criado para análise e monitoramento da situação e adoção de medidas de mitigação. O trabalho também está integrado ao Plano de Contingência Estadual, que orienta a atuação dos órgãos públicos diante dos possíveis impactos do fenômeno.

“Estamos fortalecendo o monitoramento climático e dos reservatórios, ampliando o planejamento e direcionando ações para os municípios mais vulneráveis. Nosso objetivo é proteger a população, garantir a segurança hídrica e apoiar a agricultura, sempre com base em informações técnicas e na atuação conjunta dos órgãos estaduais”, afirma a secretária de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa.

Fenômeno meteorológico

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Durante um episódio de El Niño, as temperaturas da superfície do mar permanecem acima da média por um período prolongado.

O fenômeno ocorre em intervalos irregulares, de dois a sete anos, e provoca alterações no clima global. No Brasil, seus efeitos costumam ocorrer de forma distinta entre as regiões Norte e Sul. Em geral, o El Niño aumenta o risco de seca no Norte e no Nordeste e favorece a ocorrência de chuvas intensas no Sul do país. As agências meteorológicas internacionais indicaram o início do episódio em junho de 2026, com possibilidade de alta intensidade. A previsão é de que os efeitos sejam mais sentidos entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Monitoramento e orientação

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) realiza o monitoramento diário meteorológico e hidrológico do estado, emitindo boletins do clima e do volume útil das barragens do estado, em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). As informações permitem antecipar possíveis impactos sobre os recursos hídricos, a agropecuária e a saúde da população, além de orientar a adoção de medidas preventivas, como priorizar o uso da água para o abastecimento da população e a dessedentação dos animais, reforçando a segurança hídrica de Sergipe. O monitoramento está disponível, com acesso aberto ao público, no portal da SERhidro.

Como forma de mitigação e de orientação, o Estado de Sergipe tem publicado uma série periódica do Boletim Técnico de Proteção e Defesa do El Niño, por meio do Comitê Estadual de Gestão de Eventos Climáticos Extremos (Cegec). Produzido com base em dados oficiais e no monitoramento contínuo do clima, a publicação detalha os riscos nos oito territórios sergipanos, incluindo impactos sobre os recursos hídricos, a agricultura, as pastagens e o risco de incêndios. O boletim também reúne orientações preventivas para gestores públicos, municípios e população, contribuindo para o planejamento de ações e a redução dos impactos do fenômeno no estado.

Compartilhe            
Notícia
/ Notícias / meio-ambiente

Sergipe amplia atuação diante do avanço do El Niño
Levantamento aponta que 57 dos 75 municípios sergipanos apresentam vulnerabilidade entre média e muito alta à seca
Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2026 às 13:30:00

Sergipe já sente os efeitos do El Niño sobre seu território, e o Governo do Estado tem intensificado as medidas para proteger a população e reduzir os efeitos do fenômeno climático na agricultura, no abastecimento de água e no dia a dia das pessoas. De acordo levantamento realizado pela Defesa Civil Estadual, dez municípios sergipanos já decretaram Estado de Emergência por conta de seca ou estiagem.

Os dados reunidos pelo Estado mostram que, no período chuvoso, de maio a agosto, todos os municípios monitorados pela Defesa Civil registraram menos chuva em 2026 na comparação com 2025. Os riscos trazidos pela estiagem atingem todo o território sergipano e, de acordo com o Observatório de Sergipe, núcleo de estudos e pesquisas da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), 76% dos municípios sergipanos apresentam vulnerabilidade de média a muito alta diante dos efeitos das secas e estiagens associadas ao El Niño.

Diante desse cenário, o Governo de Sergipe vem estruturando uma estratégia de prevenção e enfrentamento dos efeitos do El Niño, com ações integradas de monitoramento, planejamento e resposta. A atuação reúne diferentes secretarias e órgãos estaduais, que trabalham a partir de dados meteorológicos, hidrológicos e de vulnerabilidade para antecipar possíveis impactos e direcionar medidas aos municípios que apresentam maior risco.

“Diante da confirmação do El Niño e dos cenários apontados pelos estudos e pelo monitoramento climático, o Governo do Estado fortaleceu a governança para o enfrentamento dos possíveis impactos do fenômeno. A formalização do Comitê Técnico e Intersetorial e a elaboração do Plano de Contingência Estadual são medidas que estruturam essa governança, promovendo a integração entre os órgãos públicos, a definição de responsabilidades e o planejamento antecipado das ações necessárias para reduzir os impactos do El Niño em Sergipe”, afirma a secretária de Estado do Planejamento, Orçamento e Inovação, Melina Tavares.

Atuação do Estado

As agências internacionais de clima confirmaram as condições de El Niño em junho de 2026 e, no mesmo mês, o Estado de Sergipe instalou a Sala de Situação do El Niño 2026–2027, com o objetivo de planejar e apoiar a aplicação de medidas efetivas de mitigação sobre os impactos do fenômeno climático. Formado por secretarias e órgãos estaduais estratégicos, o grupo trabalha de forma integrada para analisar informações e antecipar cenários de crise.

Um Comitê Técnico e Intersetorial foi criado para análise e monitoramento da situação e adoção de medidas de mitigação. O trabalho também está integrado ao Plano de Contingência Estadual, que orienta a atuação dos órgãos públicos diante dos possíveis impactos do fenômeno.

“Estamos fortalecendo o monitoramento climático e dos reservatórios, ampliando o planejamento e direcionando ações para os municípios mais vulneráveis. Nosso objetivo é proteger a população, garantir a segurança hídrica e apoiar a agricultura, sempre com base em informações técnicas e na atuação conjunta dos órgãos estaduais”, afirma a secretária de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa.

Fenômeno meteorológico

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Durante um episódio de El Niño, as temperaturas da superfície do mar permanecem acima da média por um período prolongado.

O fenômeno ocorre em intervalos irregulares, de dois a sete anos, e provoca alterações no clima global. No Brasil, seus efeitos costumam ocorrer de forma distinta entre as regiões Norte e Sul. Em geral, o El Niño aumenta o risco de seca no Norte e no Nordeste e favorece a ocorrência de chuvas intensas no Sul do país. As agências meteorológicas internacionais indicaram o início do episódio em junho de 2026, com possibilidade de alta intensidade. A previsão é de que os efeitos sejam mais sentidos entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Monitoramento e orientação

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) realiza o monitoramento diário meteorológico e hidrológico do estado, emitindo boletins do clima e do volume útil das barragens do estado, em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). As informações permitem antecipar possíveis impactos sobre os recursos hídricos, a agropecuária e a saúde da população, além de orientar a adoção de medidas preventivas, como priorizar o uso da água para o abastecimento da população e a dessedentação dos animais, reforçando a segurança hídrica de Sergipe. O monitoramento está disponível, com acesso aberto ao público, no portal da SERhidro.

Como forma de mitigação e de orientação, o Estado de Sergipe tem publicado uma série periódica do Boletim Técnico de Proteção e Defesa do El Niño, por meio do Comitê Estadual de Gestão de Eventos Climáticos Extremos (Cegec). Produzido com base em dados oficiais e no monitoramento contínuo do clima, a publicação detalha os riscos nos oito territórios sergipanos, incluindo impactos sobre os recursos hídricos, a agricultura, as pastagens e o risco de incêndios. O boletim também reúne orientações preventivas para gestores públicos, municípios e população, contribuindo para o planejamento de ações e a redução dos impactos do fenômeno no estado.