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Sexta-Feira, 06 de Março de 2026 às 16:00:00
Protagonismo feminino fortalece a educação pública de Sergipe
Da gestão estratégica, passando pela sala de aula até chegar aos espaços de pesquisa e inovação, as mulheres têm espaço e vez na educação sergipana

A presença feminina na educação pública de Sergipe não é apenas simbólica, é estrutural. Atualmente, 25 mulheres ocupam cargos de gestão na Secretaria de Estado da Educação (Seed), atuando na formulação e execução de políticas educacionais estratégicas. Na docência, a força feminina é ainda mais expressiva: são 6.224 professoras e 108 educadoras profissionais distribuídas nas 319 unidades de ensino da rede pública estadual. Quando se trata de matrículas, os números evidenciam que 72.689 são meninas, do total de 141.872 estudantes matriculados no ano letivo de 2026, demonstrando equilíbrio no acesso e na permanência escolar.

Os investimentos em qualificação também se destacam. Presentemente, 2.734 mulheres da rede têm formação em nível de pós-graduação — sendo 2.292 especialistas, 389 mestres e 53 doutoras —, o que demonstra o compromisso permanente com a formação continuada. No que tange à participação de estudantes em olimpíadas científicas e feiras de conhecimento, o avanço também é significativo: das 4.870 participações registradas, em 2025, 2.225 são de alunas, perfazendo 45,68% do total.

Os números confirmam uma transformação significativa em curso: meninas ocupando espaços historicamente desafiadores, professoras altamente qualificadas formando novas gerações e mulheres conduzindo decisões estratégicas na administração pública educacional. Contudo, esse movimento não é voluntário, mas respaldado por marcos institucionais e políticas governamentais.

Mulher que educa, inspira e constrói futuros

À frente da Seed desde 2026, a professora efetiva da rede pública estadual Maria Gilvânia Guimarães dos Santos carrega na trajetória profissional a própria história da educação sergipana nas últimas três décadas. Nascida em Tomar do Geru e criada em Umbaúba, iniciou a carreira docente em 1995, passando pelas redes municipais de Cristinápolis, Umbaúba, Estância e Aracaju até ingressar, em 2000, na rede estadual. Atuou como professora, técnica regional, coordenadora do Programa Pré-Universitário, coordenadora do Serviço de Ensino Médio e diretora da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), sempre com foco na ampliação de oportunidades e melhoria dos indicadores educacionais.

Com formação sólida — graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestre em Educação pela Universidade Tiradentes (UNIT), especialista em Planejamento e Gestão em Educação, Gestão Escolar e Direito Educacional, além de cursar MBA Executivo em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) — Gilvânia reúne experiência técnica e vivência prática da escola pública.

Ao assumir o cargo máximo da educação estadual, ela destaca que a presença feminina na gestão pública imprime um diferencial importante. “O desafio na Seed é enorme, mas a presença feminina traz uma gestão de proximidade. A Educação é feita, em sua grande maioria, por mulheres, são professoras, diretoras, servidoras e merendeiras. Quando eu ocupo este cargo, eu trago o olhar de quem entende as múltiplas jornadas dessas profissionais. Nosso diferencial é a capacidade de conciliar o rigor técnico com a sensibilidade social, garantindo que as metas pedagógicas sejam batidas, mas sem esquecer-se do bem-estar de quem está na escola”.

A secretária ressalta que a representatividade feminina precisa ir além da ocupação de espaços simbólicos. Na prática, essa perspectiva se traduz em políticas estruturadas que dialogam com as necessidades das estudantes e profissionais da rede.

Entre as ações implementadas, destacam-se iniciativas transversais de combate à evasão escolar por questões de gênero e o fortalecimento de protocolos de segurança para as alunas. Iniciativas de governo como o Programa Estadual de Promoção, Proteção e Prevenção da Saúde Menstrual (Cuidar-SE) e o Programa de Atenção Psicossocial nas Escolas Estaduais de Sergipe (Acolher) integram a estratégia de permanência e sucesso escolar. O primeiro, voltado ao enfrentamento da pobreza menstrual, já atendeu a mais de 75 mil estudantes que menstruam, com um investimento de R$ 3.217.451,87 em absorventes ofertados gratuitamente na rede pública estadual de ensino. O segundo, que oferece acompanhamento psicossocial nas escolas, garantiu 8.427 atendimentos no período de agosto de 2023 a fevereiro de 2026. Outra política pública que incentiva o protagonismo estudantil feminino é o programa ‘Estudante Monitor’, cujo objetivo é estimular jovens a ocuparem espaços de liderança.

A atuação institucional dialoga diretamente com a Resolução Normativa nº 37/2024, aprovada pelo Conselho Estadual de Educação de Sergipe, que determina a inclusão da temática de enfrentamento à violência contra a mulher e a valorização das experiências femininas nos currículos da educação básica. A normativa consolida o compromisso do Sistema de Ensino de Sergipe com a equidade de gênero e com a formação cidadã.

Para as estudantes da rede pública, ela deixa uma mensagem direta. “Sigam investindo na formação e na liderança de vocês. O Governo de Sergipe está de portas abertas e acredita que uma educação transformadora passa, necessariamente, pelo protagonismo das mulheres”, afirma.

Série 

Para este 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) traz uma série de reportagens que narra histórias que traduzem um compromisso coletivo: mulheres que lideram, organizam, ensinam e pesquisam, construindo um futuro mais equitativo e socialmente transformador em Sergipe. A primeira reportagem reforça a importância da liderança feminina na educação sergipana.
 

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Protagonismo feminino fortalece a educação pública de Sergipe
Da gestão estratégica, passando pela sala de aula até chegar aos espaços de pesquisa e inovação, as mulheres têm espaço e vez na educação sergipana
Sexta-Feira, 06 de Março de 2026 às 16:00:00

A presença feminina na educação pública de Sergipe não é apenas simbólica, é estrutural. Atualmente, 25 mulheres ocupam cargos de gestão na Secretaria de Estado da Educação (Seed), atuando na formulação e execução de políticas educacionais estratégicas. Na docência, a força feminina é ainda mais expressiva: são 6.224 professoras e 108 educadoras profissionais distribuídas nas 319 unidades de ensino da rede pública estadual. Quando se trata de matrículas, os números evidenciam que 72.689 são meninas, do total de 141.872 estudantes matriculados no ano letivo de 2026, demonstrando equilíbrio no acesso e na permanência escolar.

Os investimentos em qualificação também se destacam. Presentemente, 2.734 mulheres da rede têm formação em nível de pós-graduação — sendo 2.292 especialistas, 389 mestres e 53 doutoras —, o que demonstra o compromisso permanente com a formação continuada. No que tange à participação de estudantes em olimpíadas científicas e feiras de conhecimento, o avanço também é significativo: das 4.870 participações registradas, em 2025, 2.225 são de alunas, perfazendo 45,68% do total.

Os números confirmam uma transformação significativa em curso: meninas ocupando espaços historicamente desafiadores, professoras altamente qualificadas formando novas gerações e mulheres conduzindo decisões estratégicas na administração pública educacional. Contudo, esse movimento não é voluntário, mas respaldado por marcos institucionais e políticas governamentais.

Mulher que educa, inspira e constrói futuros

À frente da Seed desde 2026, a professora efetiva da rede pública estadual Maria Gilvânia Guimarães dos Santos carrega na trajetória profissional a própria história da educação sergipana nas últimas três décadas. Nascida em Tomar do Geru e criada em Umbaúba, iniciou a carreira docente em 1995, passando pelas redes municipais de Cristinápolis, Umbaúba, Estância e Aracaju até ingressar, em 2000, na rede estadual. Atuou como professora, técnica regional, coordenadora do Programa Pré-Universitário, coordenadora do Serviço de Ensino Médio e diretora da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), sempre com foco na ampliação de oportunidades e melhoria dos indicadores educacionais.

Com formação sólida — graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestre em Educação pela Universidade Tiradentes (UNIT), especialista em Planejamento e Gestão em Educação, Gestão Escolar e Direito Educacional, além de cursar MBA Executivo em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) — Gilvânia reúne experiência técnica e vivência prática da escola pública.

Ao assumir o cargo máximo da educação estadual, ela destaca que a presença feminina na gestão pública imprime um diferencial importante. “O desafio na Seed é enorme, mas a presença feminina traz uma gestão de proximidade. A Educação é feita, em sua grande maioria, por mulheres, são professoras, diretoras, servidoras e merendeiras. Quando eu ocupo este cargo, eu trago o olhar de quem entende as múltiplas jornadas dessas profissionais. Nosso diferencial é a capacidade de conciliar o rigor técnico com a sensibilidade social, garantindo que as metas pedagógicas sejam batidas, mas sem esquecer-se do bem-estar de quem está na escola”.

A secretária ressalta que a representatividade feminina precisa ir além da ocupação de espaços simbólicos. Na prática, essa perspectiva se traduz em políticas estruturadas que dialogam com as necessidades das estudantes e profissionais da rede.

Entre as ações implementadas, destacam-se iniciativas transversais de combate à evasão escolar por questões de gênero e o fortalecimento de protocolos de segurança para as alunas. Iniciativas de governo como o Programa Estadual de Promoção, Proteção e Prevenção da Saúde Menstrual (Cuidar-SE) e o Programa de Atenção Psicossocial nas Escolas Estaduais de Sergipe (Acolher) integram a estratégia de permanência e sucesso escolar. O primeiro, voltado ao enfrentamento da pobreza menstrual, já atendeu a mais de 75 mil estudantes que menstruam, com um investimento de R$ 3.217.451,87 em absorventes ofertados gratuitamente na rede pública estadual de ensino. O segundo, que oferece acompanhamento psicossocial nas escolas, garantiu 8.427 atendimentos no período de agosto de 2023 a fevereiro de 2026. Outra política pública que incentiva o protagonismo estudantil feminino é o programa ‘Estudante Monitor’, cujo objetivo é estimular jovens a ocuparem espaços de liderança.

A atuação institucional dialoga diretamente com a Resolução Normativa nº 37/2024, aprovada pelo Conselho Estadual de Educação de Sergipe, que determina a inclusão da temática de enfrentamento à violência contra a mulher e a valorização das experiências femininas nos currículos da educação básica. A normativa consolida o compromisso do Sistema de Ensino de Sergipe com a equidade de gênero e com a formação cidadã.

Para as estudantes da rede pública, ela deixa uma mensagem direta. “Sigam investindo na formação e na liderança de vocês. O Governo de Sergipe está de portas abertas e acredita que uma educação transformadora passa, necessariamente, pelo protagonismo das mulheres”, afirma.

Série 

Para este 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) traz uma série de reportagens que narra histórias que traduzem um compromisso coletivo: mulheres que lideram, organizam, ensinam e pesquisam, construindo um futuro mais equitativo e socialmente transformador em Sergipe. A primeira reportagem reforça a importância da liderança feminina na educação sergipana.