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Sábado, 24 de Outubro de 2026 às 09:15:00
Sergipanidade traduz amor e sentimento de pertencimento na população
Artesãos, empresários e filhos da terra expressam orgulho de pertencer a um estado repleto de histórias, cultura e tradições

Neste sábado, 24 de outubro, Sergipe celebra o Dia da Sergipanidade, sentimento que pulsa nas raízes do povo, ganha vida nas tradições e se perpetua na memória de cada geração. Mais do que uma data no calendário, é um momento de reconhecer e celebrar os elementos que tornam o estado singular: a riqueza da cultura, a força dos saberes populares, a beleza das manifestações artísticas, os costumes que atravessam o tempo e as histórias que moldam a identidade. A celebração convida à valorização das origens, à preservação do legado transmitido pelos antepassados e ao fortalecimento dos laços que unem os sergipanos à sua terra. Afinal, a sergipanidade está na memória, nos afetos e nas tradições que fazem de Sergipe um lugar único e despertam no povo o orgulho de pertencer a essa história.

Para a secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, valorizar a sergipanidade no setor significa reconhecer que a cultura e as tradições são parte importante da experiência turística e da relação da população com o território. “Celebrar a sergipanidade é valorizar a história, os costumes e as pessoas que fazem de Sergipe um destino tão especial. Nosso patrimônio cultural está presente no trabalho dos artesãos, na gastronomia, na música, nas manifestações populares e na hospitalidade do nosso povo. Preservar essas referências é fortalecer o sentimento de pertencimento dos sergipanos e compartilhar com os visitantes a riqueza da nossa identidade”, destacou.

Presente em diferentes aspectos da vida cotidiana, a identidade sergipana se manifesta desde a culinária típica e o artesanato até o forró, festas populares e as paisagens que marcam a relação da população com o território. Entre os símbolos dessa identidade está a renda irlandesa, patrimônio cultural que representa a habilidade manual, a criatividade e a tradição das rendeiras de Divina Pastora. Para a vice-presidente da Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (Asderen), Maria José de Souza, preservar essa técnica significa manter viva uma herança cultural que atravessa gerações. “A Renda Irlandesa é um símbolo da identidade cultural de Sergipe, que representa a criatividade, a tradição e a força das mulheres rendeiras. Em Divina Pastora, essa arte é transmitida de geração em geração, preservando a história e os saberes do município. Para as artesãs, o trabalho representa orgulho, reconhecimento e valorização de um legado deixado por mães e avós. Iniciativas como oficinas e a Escola da Renda contribuem para despertar o interesse dos jovens e garantir a continuidade dessa tradição. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2009, a Renda Irlandesa também fortalece o turismo cultural, atrai visitantes interessados no artesanato local, movimenta a economia e valoriza a cultura sergipana, assegurando que esse patrimônio permaneça vivo para as futuras gerações”, considera. 

Espaços dedicados à valorização e à comercialização de produtos regionais também contribuem para aproximar moradores e turistas das expressões culturais do estado. O empresário da Casa Sergipe, Bruno Dantas, que é ‘cria’ do Mercado Central de Aracaju, onde cresceu acompanhando o trabalho da avó, que comercializava ervas, ele destaca que o empreendimento nasceu do desejo de aproximar os sergipanos da própria cultura e levar a riqueza do artesanato local a todo o estado e ao Brasil. 

O artesanato sergipano, segundo Bruno Dantas, representa a identidade cultural e o sentimento de pertencimento da população, aproximando moradores e turistas das tradições locais por meio de manifestações folclóricas, como os bonecos do Parafuso e do Lambe-Sujo. “Meu empreendimento surgiu justamente com o propósito de valorizar os artesãos e ampliar a divulgação da cultura local, dando visibilidade a artistas que muitas vezes não são conhecidos nem mesmo pelos próprios sergipanos. Quando os profissionais da loja conhecem essas histórias e tradições, conseguem transmiti-las aos visitantes, fortalecendo a identidade cultural e contribuindo para a geração de renda e a valorização dos artesãos e lojistas”, explicou.

A gastronomia também ocupa um lugar de destaque na construção da identidade sergipana, reunindo sabores, ingredientes e receitas que atravessam gerações e preservam a memória afetiva da população. Para a empresária Mag Lavigne, proprietária do famoso restaurante Caçarola, no Mercado Antônio Franco, valorizar a culinária regional é uma forma de fortalecer a cultura local e proporcionar aos visitantes uma experiência autêntica do destino. "Sou baiana de origem, mas, hoje, me considero sergipana não apenas pelo título de cidadania que recebi, mas pelo amor que sinto por esta terra. Há 18 anos, inaugurei o Caçarola no Mercado e, desde então, venho conhecendo cada vez mais a cultura, os hábitos e as tradições do povo sergipano, transformando o restaurante em uma referência que ultrapassa Aracaju e chega ao mundo. Tenho muito orgulho de representar essa cultura e valorizar os ingredientes da nossa terra, como a batata-doce, a macaxeira e o inhame, que carregam a história e o trabalho dos pequenos produtores”, declarou.

Mag Lavigne explica que, quando se conhece de perto as tradições, percebe-se o amor e a dedicação presentes em cada ingrediente e em cada manifestação cultural. “A gastronomia também é uma forma de transmitir aos turistas a identidade de Sergipe, marcada pela autenticidade, pelo acolhimento e pelo respeito a quem nos visita. Temos uma imensa riqueza cultural e um amor que se revela em cada esquina, em cada sabor e em cada tradição”, assegurou.

O sentimento de pertencimento também está presente no cotidiano, nos costumes familiares e nas lembranças que conectam os sergipanos a esta terra. A sergipana Helena Jurema ressalta que o orgulho das origens está relacionado à convivência com as manifestações culturais e à maneira acolhedora do povo. “Ser sergipana é carregar comigo a história da minha família, os nossos costumes, a nossa comida e as festas que fazem parte da nossa vida. São essas coisas que nos lembram de onde viemos e fazem a gente ter orgulho de pertencer a este lugar”, avaliou.

Para o sergipano Wilton Ribeiro, que é artesão de cerâmica há 20 anos, a sergipanidade também se manifesta na cultura popular. “Tenho muito orgulho da minha terra, especialmente quando ouço pessoas que comercializam produtos fora do estado elogiarem Sergipe pela segurança, organização e limpeza. Quando comparo Sergipe a outros estados, percebo que temos motivos para nos destacar positivamente, e isso me deixa muito feliz e orgulhoso de ser sergipano”, frisou.

 

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Sergipanidade traduz amor e sentimento de pertencimento na população
Artesãos, empresários e filhos da terra expressam orgulho de pertencer a um estado repleto de histórias, cultura e tradições
Sábado, 24 de Outubro de 2026 às 09:15:00

Neste sábado, 24 de outubro, Sergipe celebra o Dia da Sergipanidade, sentimento que pulsa nas raízes do povo, ganha vida nas tradições e se perpetua na memória de cada geração. Mais do que uma data no calendário, é um momento de reconhecer e celebrar os elementos que tornam o estado singular: a riqueza da cultura, a força dos saberes populares, a beleza das manifestações artísticas, os costumes que atravessam o tempo e as histórias que moldam a identidade. A celebração convida à valorização das origens, à preservação do legado transmitido pelos antepassados e ao fortalecimento dos laços que unem os sergipanos à sua terra. Afinal, a sergipanidade está na memória, nos afetos e nas tradições que fazem de Sergipe um lugar único e despertam no povo o orgulho de pertencer a essa história.

Para a secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, valorizar a sergipanidade no setor significa reconhecer que a cultura e as tradições são parte importante da experiência turística e da relação da população com o território. “Celebrar a sergipanidade é valorizar a história, os costumes e as pessoas que fazem de Sergipe um destino tão especial. Nosso patrimônio cultural está presente no trabalho dos artesãos, na gastronomia, na música, nas manifestações populares e na hospitalidade do nosso povo. Preservar essas referências é fortalecer o sentimento de pertencimento dos sergipanos e compartilhar com os visitantes a riqueza da nossa identidade”, destacou.

Presente em diferentes aspectos da vida cotidiana, a identidade sergipana se manifesta desde a culinária típica e o artesanato até o forró, festas populares e as paisagens que marcam a relação da população com o território. Entre os símbolos dessa identidade está a renda irlandesa, patrimônio cultural que representa a habilidade manual, a criatividade e a tradição das rendeiras de Divina Pastora. Para a vice-presidente da Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (Asderen), Maria José de Souza, preservar essa técnica significa manter viva uma herança cultural que atravessa gerações. “A Renda Irlandesa é um símbolo da identidade cultural de Sergipe, que representa a criatividade, a tradição e a força das mulheres rendeiras. Em Divina Pastora, essa arte é transmitida de geração em geração, preservando a história e os saberes do município. Para as artesãs, o trabalho representa orgulho, reconhecimento e valorização de um legado deixado por mães e avós. Iniciativas como oficinas e a Escola da Renda contribuem para despertar o interesse dos jovens e garantir a continuidade dessa tradição. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2009, a Renda Irlandesa também fortalece o turismo cultural, atrai visitantes interessados no artesanato local, movimenta a economia e valoriza a cultura sergipana, assegurando que esse patrimônio permaneça vivo para as futuras gerações”, considera. 

Espaços dedicados à valorização e à comercialização de produtos regionais também contribuem para aproximar moradores e turistas das expressões culturais do estado. O empresário da Casa Sergipe, Bruno Dantas, que é ‘cria’ do Mercado Central de Aracaju, onde cresceu acompanhando o trabalho da avó, que comercializava ervas, ele destaca que o empreendimento nasceu do desejo de aproximar os sergipanos da própria cultura e levar a riqueza do artesanato local a todo o estado e ao Brasil. 

O artesanato sergipano, segundo Bruno Dantas, representa a identidade cultural e o sentimento de pertencimento da população, aproximando moradores e turistas das tradições locais por meio de manifestações folclóricas, como os bonecos do Parafuso e do Lambe-Sujo. “Meu empreendimento surgiu justamente com o propósito de valorizar os artesãos e ampliar a divulgação da cultura local, dando visibilidade a artistas que muitas vezes não são conhecidos nem mesmo pelos próprios sergipanos. Quando os profissionais da loja conhecem essas histórias e tradições, conseguem transmiti-las aos visitantes, fortalecendo a identidade cultural e contribuindo para a geração de renda e a valorização dos artesãos e lojistas”, explicou.

A gastronomia também ocupa um lugar de destaque na construção da identidade sergipana, reunindo sabores, ingredientes e receitas que atravessam gerações e preservam a memória afetiva da população. Para a empresária Mag Lavigne, proprietária do famoso restaurante Caçarola, no Mercado Antônio Franco, valorizar a culinária regional é uma forma de fortalecer a cultura local e proporcionar aos visitantes uma experiência autêntica do destino. "Sou baiana de origem, mas, hoje, me considero sergipana não apenas pelo título de cidadania que recebi, mas pelo amor que sinto por esta terra. Há 18 anos, inaugurei o Caçarola no Mercado e, desde então, venho conhecendo cada vez mais a cultura, os hábitos e as tradições do povo sergipano, transformando o restaurante em uma referência que ultrapassa Aracaju e chega ao mundo. Tenho muito orgulho de representar essa cultura e valorizar os ingredientes da nossa terra, como a batata-doce, a macaxeira e o inhame, que carregam a história e o trabalho dos pequenos produtores”, declarou.

Mag Lavigne explica que, quando se conhece de perto as tradições, percebe-se o amor e a dedicação presentes em cada ingrediente e em cada manifestação cultural. “A gastronomia também é uma forma de transmitir aos turistas a identidade de Sergipe, marcada pela autenticidade, pelo acolhimento e pelo respeito a quem nos visita. Temos uma imensa riqueza cultural e um amor que se revela em cada esquina, em cada sabor e em cada tradição”, assegurou.

O sentimento de pertencimento também está presente no cotidiano, nos costumes familiares e nas lembranças que conectam os sergipanos a esta terra. A sergipana Helena Jurema ressalta que o orgulho das origens está relacionado à convivência com as manifestações culturais e à maneira acolhedora do povo. “Ser sergipana é carregar comigo a história da minha família, os nossos costumes, a nossa comida e as festas que fazem parte da nossa vida. São essas coisas que nos lembram de onde viemos e fazem a gente ter orgulho de pertencer a este lugar”, avaliou.

Para o sergipano Wilton Ribeiro, que é artesão de cerâmica há 20 anos, a sergipanidade também se manifesta na cultura popular. “Tenho muito orgulho da minha terra, especialmente quando ouço pessoas que comercializam produtos fora do estado elogiarem Sergipe pela segurança, organização e limpeza. Quando comparo Sergipe a outros estados, percebo que temos motivos para nos destacar positivamente, e isso me deixa muito feliz e orgulhoso de ser sergipano”, frisou.